Durante uma assembleia na tarde desta segunda-feira, 7, agentes penitenciários decidiram que ainda durante esta semana, com data a ser definida, vão fazer um manifesto por melhores condições de trabalho nas unidades prisionais de Mato Grosso do Sul. Além disso, um documento com reivindicações será preparado e entregue ao Governo Estadual.

O presidente do sindicato que congrega agentes penitenciários, Fernando Anunciação defende que a luta da categoria é antiga, mas que as condições trabalhistas pioraram ao longo dos anos. Ele assinala como ponto crucial o atentado do agente penitenciário Hudson Moura da Silva, 34 anos, no dia 31 de outubro, na porta do presídio de regime aberto localizado na Vila Sobrinho, em Campo Grande.

Além de agentes penitenciários, o sindicato vai convidar a sociedade em geral para participar. Uma das possibilidades é que seja feita uma carreata pelas principais ruas da Capital. “Esta luta não é só da nossa categoria, mas de todos. Um exemplo claro é que o atirador que atingiu nosso colega desafiou também a segurança pública estadual indo até a porta da unidade e disparado”, reforça.

Um dos pedidos que vão contar na carta que será encaminhado ao Governo é em relação ao horário para liberação de presos do regime aberto para irem ao trabalho. Normalmente, nas unidades prisionais a saída é divida em dois turnos sendo o primeiro às 5h e o segundo as 5h30. A categoria alega que ainda é escuro e isto coloca em risco os servidores como aconteceu com Hudson Moura.

A solicitação é que a liberação dos apenados seja feita a partir das 7h, que é um horário, independente de horário de verão ou não, que já tem claridade natural.