A Comissão Brasil 300, composta por integrantes da Polícia Civil, Militar e Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, fez vigília na noite desta terça-feira (09) no Auditório Nereu Ramos até que seja definida a votação, em segundo turno, do piso salarial de policiais e bombeiros (PECs 300/08 e 446/09).

Segundo Edmar Soares, presidente da ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul), os militares se reunirão às 11 horas de hoje com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para cobrar agilidade.

“Ontem colhemos assinaturas dos líderes de todos os partidos, menos do PT [Deputado Paulo Teixeira (SP)]. Ele disse que só assinará o documento a partir de quinta, mas vamos continuar cobrando”, conta Edmar.

Depois da reunião com Maia, os militares deverão fazer as deliberações para definir os próximos passos da mobilização.

O líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), disse que precisa conversar com os governadores antes de tomar qualquer decisão. A maior oposição ao texto é dos governos estaduais, preocupados com o impacto financeiro da proposta, apesar de o texto aprovado não mencionar valores.

Enquanto os estados com os maiores salários pagam R$ 4 e R$ 3 mil para policiais em início de carreira, muitos estados remuneram o setor com pouco mais de R$ 1 mil e não gostariam de ver o valor nivelado por cima.

O líder do PR, Lincoln Portela, avaliou que o clima de enfrentamento de policiais e bombeiros é apenas uma reação à inércia da Câmara sobre a proposta. “A PEC já foi aprovada e nada impede que ela seja votada”, disse o líder.