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Com negócios em MS, empresa suspeita de fraudar licitações de radares nega denúncias

A empresa paranaense Perkons, denunciada pelo Fantástico por integrar a máfia das multas e lombadas eletrônicas no Brasil e que mantém negócios em Mato Grosso do Sul desde 22 de dezembro de 2008, negou que compatua com tais práticas. Em nota oficial, a Perkons garante que “possui critérios técnicos para prospecção e avaliação de projetos […]

Arquivo Publicado em 16/03/2011, às 21h21

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A empresa paranaense Perkons, denunciada pelo Fantástico por integrar a máfia das multas e lombadas eletrônicas no Brasil e que mantém negócios em Mato Grosso do Sul desde 22 de dezembro de 2008, negou que compatua com tais práticas. Em nota oficial, a Perkons garante que “possui critérios técnicos para prospecção e avaliação de projetos de fiscalização eletrônica de trânsito demandados pelo mercado”.


No Estado, a Perkons era responsável pela instalação, manutenção e operação de medidores de velocidade e radares nos municípios de Campo Grande, Sidrolândia, Ponta Porã, Dourados, Corumbá, Rio Brilhante, Maracaju, Bonito, Ladário, Três Lagoas e Aquidauana.


Leia a nota na íntegra:


“Assunto: denúncia veiculada em reportagem do Fantástico no Domingo, 13/03/2011.

Comunicamos que a Perkons não compactua com as práticas de comercialização veiculadas pelo Fantástico na noite de Domingo e, portanto, abrirá investigação administrativa para apurar os fatos junto ao funcionário citado e à empresa independente, parceira da Perkons para prospecção e consultoria na regional RS. 

A empresa possui critérios técnicos para prospecção e avaliação de projetos de fiscalização eletrônica de trânsito demandados pelo mercado. É com seriedade que desenvolvemos e comercializamos os nossos produtos e serviços

A Perkons tem como premissa a segurança viária e o uso adequado da tecnologia de acordo com a frota de veículos, condições das vias e volume de pedestres.

Onde a empresa atua, os equipamentos de fiscalização eletrônica são reconhecidos por seguir as boas práticas de engenharia e por promover a segurança e reduzir o número e a gravidade de acidentes de trânsito. 

Os locais em que são instaladas as lombadas eletrônicas e outros dispositivos de trânsito são determinados pelo cliente, que realiza ou contrata empresas para viabilizar estudos técnicos. No caso apontado na reportagem, a Perkons esclarece ainda que não teve responsabilidade na definição do local de instalação dos equipamentos.

Outros esclarecimentos

– A Perkons desenvolveu e utiliza tecnologia de criptografia que vai embarcada em todos os seus equipamentos e sistemas, que impossibilita deletar ou adulterar infrações (multas).

– Em muitos contratos, a Perkons é apenas a fornecedora dos produtos, sendo que o interesse e negociação são de outras empresas.

– A Perkons de fato não fez estudos técnicos, pois esta não é sua responsabilidade. O edital em referencia na reportagem foi apresentado pelo próprio repórter, induzindo o ponto de instalação, o qual é desconhecido da empresa. Apenas depois de publicado um edital, a empresa tem o direito e o dever de vistoriar o endereço e fazer as análises críticas inerentes a cada ponto. Ou seja, na situação mencionada, seria inviável tecnicamente instalar qualquer tipo de dispositivo de fiscalização eletrônica.

– A empresa não apresenta editais prontos como mostrado na reportagem. A empresa apresenta uma especificação técnica dos seus produtos e serviços aos possíveis clientes. Em alguns casos, são realizadas demonstrações.

– Reafirmamos que não houve entrega de edital. Apenas informações técnicas sobre tecnologias.

– A Perkons cumpre todas as normas do Contran em seus contratos, e reafirma que os estudos técnicos são de responsabilidade do cliente.

– Esclarecemos que não somos responsáveis pelo possível edital mencionado na reportagem. Alexandre Carvalho, apresentado como representante da Perkons, na verdade é funcionário de uma empresa independente, que apenas é parceira comercial em alguns negócios na regional RS.

– A Perkons não compactua com essa prática (propina) e realizará investigação administrativa interna para levantar os fatos apresentados na reportagem. ”

Jornal Midiamax