O traficante Antônio Bonfim Lopes, conhecido como Nem, acusado de chefiar o tráfico de drogas na favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, chegou definitivamente ao Aeroporto Internacional de Campo Grande, por volta de 12h20, sob forte proteção policial.

Um comboio com dez carros, com apoio de 40 homens do SOE (Serviço de Operações Especiais) da Seap (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária), saiu por volta das 6h da Penitenciária Bangu 1 com o traficante e três integrantes de sua facção criminosa.

Nem e seus comparsas, Anderson Rosa Mendonça, o Coelho; Valquir Garcia dos Santos, o Carré; e o ex-policial militar Flávio Melo dos Santos, chegaram ao Aeroporto Internacional de Campo Grande com um avião da Polícia Federal. Eles seguiram escoltados, direto para o presídio federal de Mato Grosso do Sul, onde ficarão à disposição da Justiça. Em Campo Grande, a operação envolveu quatro viaturas, uma Van e mais de trinta agentes penitenciários federais.

Vinda para MS

Depois dos traficantes Beira-Mar, Juan Carlos Abadía, e do assaltante Alemão, que passaram temporadas em Campo Grande, agora é a vez do traficante do momento. Nem e seus comparsas finalmente se instalam em Campo Grande.

O pedido de transferência deles foi feito pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e autorizado pela Justiça Federal. A avaliação do presidente do TJ-RJ, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, é de que Nem não pode ficar no estado em questão.

Caso

Eles foram detidos pelas forças de segurança do estado do Rio de Janeiro quando tentavam deixar a comunidade, após o anúncio do governo sobre a ocupação da Rocinha para a implantação de Unidade de Polícia Pacificadora.