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CNBB se pronuncia quanto à situação dos povos indígenas

Durante a entrevista coletiva marcada na manhã desta quarta-feira (30), a presidência da CNBB (Conferência Nacional dos bispos do Brasil) apresentaram nota oficial assinada pelo Consep (Conselho Episcopal de Pastoral) sobre duas situações preocupantes do momento atual brasileiro: o quadro de violência no qual se encontram comunidades indígenas do povo Guarani kaiowá, na região d...

Arquivo Publicado em 30/11/2011, às 18h00

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Durante a entrevista coletiva marcada na manhã desta quarta-feira (30), a presidência da CNBB (Conferência Nacional dos bispos do Brasil) apresentaram nota oficial assinada pelo Consep (Conselho Episcopal de Pastoral) sobre duas situações preocupantes do momento atual brasileiro: o quadro de violência no qual se encontram comunidades indígenas do povo Guarani kaiowá, na região de Dourados, Mato Grosso do Sul e a grave situação vivida, neste momento, pelas organizações da sociedade civil, especialmente as da Igreja como o Pastoral da Criança, fortemente atingida pela decisão da presidenta Dilma Rousseff em suspender o repasse de verbas para essas entidades.



As notas são frutos da reflexão feita na última reunião do Consep deste ano de 2011, realizada nestes dias 29 e 30 de novembro, na sede da Conferência em Brasília. Aos bispos, foi apresentado um amplo relatório sobre o episódio criminoso que colheu a vida do cacique Nísio Gomes, dos Guarani Kaiowá, no interior do Mato Grosso. Assessores do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) deram testemunho da tensa situação vivida naquela região com a intervenção armada de quem se posiciona contrariamente ao legítimo direito dos indígenas – garantido pela Constituição – de terem suas terras devidamente demarcadas e homologadas.


O Consep também teve oportunidade de ouvir uma longa explicação sobre a situação enfrentada pela Pastoral da Criança nos últimos tempos e particularmente complicada pela entrada em vigor do decreto da presidenta Dilma Rousseff suspendendo o repasse de verbas. A extensa organização da Pastoral da Criança e a completa transparência na prestação de contas da entidade sugerem uma reavaliação no modo como Estado lida com as organizações da sociedade civil. Neste último caso, colocando sob suspeita todos os grupos que se comportam de maneira exemplar e prestam um indiscutivel serviço à população mais carente do Brasil.



Jornal Midiamax