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Cautela é a conduta mais indicada para 2012, avalia presidente da Famasul

Diante das crises internacionais na Europa, Estados Unidos e China, grandes compradores de commodities agrícolas do Brasil, a cautela é a palavra de ordem para a agropecuária em 2012. A avaliação é do presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), Eduardo Riedel, ao traçar perspectivas para o agronegócio. A recomendação para o […]

Arquivo Publicado em 22/12/2011, às 23h45

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Diante das crises internacionais na Europa, Estados Unidos e China, grandes compradores de commodities agrícolas do Brasil, a cautela é a palavra de ordem para a agropecuária em 2012. A avaliação é do presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), Eduardo Riedel, ao traçar perspectivas para o agronegócio.


A recomendação para o ano novo é de precaução com investimentos, busca por informação e mais atenção no gerenciamento do negócio. “A marolinha pode bater na nossa praia. Se a China, que crescia 9% ao ano, chegou a apenas 7,5%, isso certamente gera uma diminuição no poder de compra”, analisa Riedel.


Na avaliação do dirigente, o ano de 2011 foi de consolidação dos produtos da agropecuária em Mato Grosso do Sul. “A crescente industrialização estimulou a prestação de serviços, contratação de mão de obra e maior movimentação no comércio”, analisa Riedel. Na agricultura, mesmo diante de problemas como o excesso de chuvas no início da colheita da safra, Mato Grosso do Sul teve resultados expressivos e tem se destacado em segmentos como o sucroenergético e na silvicultura.


A principal expectativa do setor no estado é a maior agilidade nas decisões relativas à segurança jurídica das terras, o que poderá trazer mais tranqüilidade para produção interna, mais investidores e, também, garantir sustentabilidade econômica. “O debate sobre o Código Florestal caminha para um resultado que vai reduzir as inseguranças e incertezas, com definições claras e bases legais para o uso dos recursos naturais”, analisa.


Pecuária


Na pecuária, o ano foi de conquistas relevantes, como a adoção da e-GTA, mas o setor segue com grandes desafios. “Ainda temos alguns problemas crônicos como o custo de produção que subiu consideravelmente. O produtor não conseguiu fazer mais investimentos porque não teve receita pra isso. A pecuária é uma atividade com retorno de longo prazo e por isso precisa de planejamento”. Para a CNA (Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil) a pecuária será a principal responsável pelo aumento do PIB (Produto Interno Bruto) do setor do agronegócio em 2012, que deve chegar a 7,6 segundo projeções do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).


Para garantir esse resultado, Riedel aponta o incentivo na recuperação de pastagem. Iniciativas como o Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), desenvolvido em parceria com a Embaixada Britânica, o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), a Embrapa e o Banco do Brasil, que a partir de 31 de janeiro de 2012, entra na segunda fase com a realização dos cursos de capacitação, vão auxiliar o produtor na implementação de tecnologias que garantam eficiência em suas propriedades.

Jornal Midiamax