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Catadores de lixo esperam mais dignidade com novo aterro sanitário e usina de recicláveis

A construção do novo aterro sanitário, o Dom Antônio Barbosa II, e da usina de recicláveis em Campo Grande promete oferecer a quase 300 catadores de lixo mais dignidade no trabalho. Com tudo documentado na Prefeitura Municipal, a partir da entrega das duas obras, quem assume a administração da usina é a própria Associação dos […]

Arquivo Publicado em 28/12/2011, às 15h49

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A construção do novo aterro sanitário, o Dom Antônio Barbosa II, e da usina de recicláveis em Campo Grande promete oferecer a quase 300 catadores de lixo mais dignidade no trabalho. Com tudo documentado na Prefeitura Municipal, a partir da entrega das duas obras, quem assume a administração da usina é a própria Associação dos trabalhadores dos Materiais Recicláveis do Aterro Sanitário de mato Grosso do Sul.


“Teremos mais dignidade e condições de trabalho. Não teremos mais que enfrentar sol forte, chuva, poeira”, comenta a primeira secretária da Associação, Gilda Macedo. Feliz e satisfeita com a proposta apresentada, ela comemora também a visibilidade que a categoria vem ganhando, e pondera a importância do trabalho dos catadores. “Nós cuidamos do lixo e, consequentemente, do meio ambiente. Estamos conseguindo que nosso trabalho seja reconhecido”, diz.


O presidente da Associação, Daniel Arguello Abelar, conta que foi a Belo Horizonte, acompanhado da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), para ver de perto o modelo que será implantado em Campo Grande. “Achei o projeto bem completo e será muito vantajoso para nós. Acredito que temos condições de fazer até melhor do que lá”, garante, com uma ponta de esperança de que 2012 seja um bom anos para eles.


Sobre a forma de pagamento e benefícios, Arguello explica que os trabalhadores receberão proporcionalmente à produção deles, como já é feito. A vantagem que veio somar ao programa é que a partir do momento em que os catadores começarem a trabalhar na usina irão recolher INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). “Não teremos carteira assinada, vamos ser autônomos, mas teremos o benefício do INSS”, diz o presidente.


Licitação


O projeto, que visa implantar em Campo Grande um novo modelo de coleta e destinação do lixo, foi apresentado em audiência pública nesta quarta-feira (28) e tem licitação aberta a partir de amanhã (29) até 29 de janeiro de 2012, através de edital.


A empresa que receber concessão administrativa ficará responsável pela delegação dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, que consiste em coleta, transporte e destino final dos resíduos sólidos domésticos, dos serviços de saúde, do originário da varrição e limpeza de logradouros e vias públicas, bem como a operação dos aterros sanitários Dom Antonio Barbosa I (atual) e II (que entrará em operação) e a construção de um novo aterro sanitário.


Segundo Marcos Cristaldo, secretário da Semadur, Campo Grande gera 280 toneladas de lixo por dia, que vão para o atual aterro sanitário. A proposta é que o Dom Antônio Barbosa II e a usina de recicláveis fiquem prontos até junho de 2012.

Jornal Midiamax