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Campo-grandense eleva voz para negar queda de produção com Adilson Batista

Durante os três meses que Adilson Batista passou pelo São Paulo, quem mais lamentou no elenco foi o campo-grandense Jean. Mesmo com a capacidade de atuar tanto na lateral quanto no meio-campo, polivalência que encantava o antecessor Paulo César Carpegiani, o camisa 2 mal saía do banco. Mas que ninguém lhe diga que foi por […]

Arquivo Publicado em 14/11/2011, às 23h51

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Durante os três meses que Adilson Batista passou pelo São Paulo, quem mais lamentou no elenco foi o campo-grandense Jean. Mesmo com a capacidade de atuar tanto na lateral quanto no meio-campo, polivalência que encantava o antecessor Paulo César Carpegiani, o camisa 2 mal saía do banco. Mas que ninguém lhe diga que foi por render menos do que antes.


“Se o treinador tira, não é porque o jogador caiu de produção, senão todos que estão no banco não têm condições de jogar no São Paulo”, falou Jean nesta segunda-feira, elevando o tom de voz para negar a má fase. Embora tente evitar polêmica, o atleta deixou claro que Adilson deveria ter razões além do campo.


“Ele nunca conversou comigo, nem me chamou. Minha confiança é a mesma tanto com o Adilson quanto com o Leão. Mas o Leão já conversou comigo. E me deu confiança de jogar com a bola no pé, sair, marcar”, relatou, lembrando que o atual técnico o valoriza mesmo depois de cortá-lo até do banco contra Vasco e Bahia.


Jean avisa que nunca ouviu de Adilson nenhuma explicação, apesar de o treinador sempre colocá-lo como importante em suas entrevistas. O camisa 2, por sua vez, nem quis diálogo. “Não quero ser pedra no sapato de ninguém. Ele faz o trabalho dele como qualquer treinador, não precisa nem vir falar. Se escolheu um ou outro, tem seus motivos. É lógico que você pensa que é uma coisa ou outra, mas é o treinador quem manda. Eu, pensando no grupo, nunca quis perguntar”.


Adilson Batista preocupava-se demais com a torcida até na avaliação do presidente Juvenal Juvêncio. E optou por tirar Jean, antes titular incontestável, exatamente no momento em que ele era condenado pelos são-paulinos por conta de gols perdidos nas eliminações no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil.


Agora com novo técnico, o jogador é até irônico ao lembrar os maus resultados do antigo chefe. “Se o time está indo bem, o treinador está bem”, considerou, insistindo que estava tão bem que correspondia nos treinamentos. Em campo, também crê que mostrou qualidade.


“Contra o Coritiba, lá, estava 4 a 0 e, dos três gols que tomamos, um foi em cima de mim, mas veio um cara mais alto e eu sou baixinho. Não tem lógica, como vou ganhar daquele jeito?”, indagou, lembrando da vitória por 4 a 3 do clube tricolor, jogo que antecedeu sua saída da lateral direita para a entrada do então recém-contratado Piris.


“Se foi queda de produção, é naquele jogo. Quem viu os jogos contra Cruzeiro e Inter, viu que não teve queda de produção. E agora, contra o Avaí, acho que fui bem, apesar de não estar jogando”, continuou Jean, utilizado e elogiado por Leão durante os 90 minutos da vitória de sábado.


“Quando tive oportunidade, tenho certeza que aproveitei bem. Mas quem tinha que estar falando aqui é o Adilson”, prosseguiu o camisa 2, mantendo o tom de voz mais alto ao comentar o único treinador que não o colocou como um dos preferidos por não reclamar de ser improvisado na lateral, já que é volante de origem.

Jornal Midiamax