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Bolsas europeias divergem após relatório do BC inglês

As bolsas europeias operam sem direção única na manhã de hoje, afetadas pelo relatório do Banco Central da Inglaterra (BOE, na sigla em inglês). A autoridade monetária disse que a economia do Reino Unido crescerá menos do que o esperado devido ao impacto da crise da dívida da zona do euro sobre as exportações do […]

Arquivo Publicado em 16/11/2011, às 11h19

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As bolsas europeias operam sem direção única na manhã de hoje, afetadas pelo relatório do Banco Central da Inglaterra (BOE, na sigla em inglês). A autoridade monetária disse que a economia do Reino Unido crescerá menos do que o esperado devido ao impacto da crise da dívida da zona do euro sobre as exportações do país, sugerindo que poderá adotar mais medidas de estimulo econômico.

O comitê de política monetária do banco central inglês afirmou também que a taxa anual de inflação provavelmente cairá fortemente em 2012 e ficará abaixo de 1,5% em 2013, aquém da meta de 2%.

Mais cedo, as bolsas tinham se recuperado da fraqueza inicial, conduzidas por papéis de bancos, enquanto os retornos ao investidor dos bônus da Itália recuaram das máximas, após o BCE (Banco Central Europeu) comprar títulos italianos, espanhóis e portugueses, segundo operadores. Dados da inflação da zona do euro também contribuíram para o tom positivo nos mercados.

Por volta 8h55 (de Brasília), Londres cedia 0,37%, Frankfurt recuava 0,59%, Paris subia 0,49%), Madri avançava 1,34%, Lisboa registrava alta de 0,43% e Milão subia 1,12%.

Entre os indicadores econômicos divulgados nesta quarta-feira (16), a Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia, reportou que a taxa anual de inflação na zona do euro ficou em 3,0% em outubro, inalterada ante a máxima em três anos registrada no mês passado. Na comparação com setembro, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,3%. Os números ficaram em linha com as previsões dos analistas ouvidos pela Dow Jones.

Já o Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido afirmou que taxa de desemprego atingiu 8,3% em outubro, o maior nível desde 1996. O número de desempregados aumentou 129 mil, para 2,62 milhões, o nível mais alto desde 1994.

Os operadores destacaram que ainda existem ligeiras preocupações de que os problemas na Itália e na Grécia possam se espalhar para a França e Espanha, após o custo para assegurar dívidas soberanas desses dois países contra defaults atingir novas máximas recordes ontem.

“Se o aumento dos spreads continuar, e eles estão começando a afetar agora o que você considera países centrais, temos que começar a questionar em que estágio a Alemanha perde seu status de porto seguro”, disse Gary Jenkins, da Evolution Securities.

“O movimento dos investidores dos bônus de países com dívida e déficits altos para os bônus do governo da Alemanha tem sido compreensível, mas se chegarmos a um ponto em que a Itália e a Espanha já não consigam mais se financiar no mercado e os títulos franceses se tornarem estressados, temos de olhar para o efeito que isso teria sobre a Alemanha”, acrescentou Jenkins.

Enquanto isso, a situação política na Itália continua a ser acompanhada de perto. O primeiro-ministro, Mario Monti, deverá apresentar seu plano de austeridade ao Parlamento ainda hoje. Os operadores observaram que há incerteza sobre se os legisladores italianos concordarão com as medidas de austeridade e para estimular o crescimento, que vão além daquelas negociadas pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, na cúpula europeia em outubro.

A Grécia também está no centro das atenções, com um voto de confiança sobre o governo, previsto para ser realizado mais tarde. O líder do partido Nova Democracia, Antonis Samaras, ampliou a incerteza ontem, ao dizer que vai apoiar o novo governo, mas não vai assinar o compromisso por escrito exigido pelas autoridades da União Europeia. As conversas sobre envolvimento do setor privado no segundo pacote de resgate para a Grécia começaram, mas esta promessa por escrito deve ser assinada para que o país receba a sua próxima parcela de ajuda.

Com as informações da Dow Jones.

Jornal Midiamax