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Arrecadação cai, mas ainda assim registra recorde em fevereiro

A arrecadação de impostos e contribuições administradas pelo governo federal bateu recorde para o mês de fevereiro e ficou em R$ 64,139 bilhões, informou a Receita Federal nesta terça-feira (22). O volume de recursos representa uma alta real (ajustada pela inflação) de 9,84% em relação a fevereiro do ano passado. No acumulado do bimestre, o […]

Arquivo Publicado em 22/03/2011, às 17h45

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A arrecadação de impostos e contribuições administradas pelo governo federal bateu recorde para o mês de fevereiro e ficou em R$ 64,139 bilhões, informou a Receita Federal nesta terça-feira (22).

O volume de recursos representa uma alta real (ajustada pela inflação) de 9,84% em relação a fevereiro do ano passado. No acumulado do bimestre, o governo já arrecadou R$ 155,9 bilhões, montante 13,01% maior que o registrado nos dois primeiros meses de 2010.

Apesar de ter alcançado o recorde para o mês, a arrecadação de fevereiro apresentou queda em relação a janeiro, quando a Receita recolheu R$ 91,8 bilhões em impostos e tributos. O recorde histórico continua sendo o de dezembro do ano passado, quando a arrecadação bateu R$ 94,7 bilhões.

O resultado da arrecadação do governo, seja quando ela aumenta ou diminui, tem um impacto indireto no bolso dos brasileiros.

O crescimento da arrecadação pode levar o governo a fazer mais investimentos no setor público, como contratar servidores ou mesmo aumentar os salários deles, o que deveria resultar na melhora dos serviços oferecidos à população – o que nem sempre acontece.

O aumento na arrecadação significa também que os brasileiros pagaram mais impostos, seja porque as empresas geraram mais emprego, aumentando a contribuição, porque as pessoas consumiram mais produtos – sobre os quais a carga tributária é intensa – ou mesmo em razão da criação de novos tributos.

Já quando a arrecadação do governo cai, a tendência é que ocorra um corte de gastos. Entretanto, o setor público não tem como reduzir suas despesas imediatamente, porque não dá para cortar funcionalismo, deixar de pagar Previdência e interromper investimentos em andamento. O governo não vai parar uma obra no meio. Portanto, a tendência é ele pegar dinheiro emprestado no mercado ou lançar medidas para aumentar a arrecadação.

Entretanto, se a queda na arrecadação persiste por um longo período, o governo pode reduzir seus planos de investimentos futuros, o que pode ter efeitos nos diversos setores, como infraestrutura, educação e saúde.

Economia aquecida

Segundo a Receita, os principais fatores que contribuíram para o resultado ainda estão ligados ao aquecimento da economia brasileira. De acordo com o Fisco, a produção industrial cresceu 5,78% entre os meses de janeiro e fevereiro, ajudando nas vendas de bens e serviços, que cresceram 15,21% no mesmo período. A massa salarial, por sua vez, registrou aumento de 16,74%, o que se materializa diretamente em mais arrecadação.

No detalhamento da Receita, a receita previdenciária, o IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) continuam como as principais fontes de renda para o governo, totalizando R$ 105,63 bilhões dos R$ 155,93 arrecadados no primeiro bimestre. Em seguida está a Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) e o PIS-PASEP, com mais R$ 32 bilhões.

O IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) foi responsável pela arrecadação de R$ 1,78 bilhão nos dois primeiros meses do ano, ficando na última posição das principais receitas administradas pelo Fisco.

Jornal Midiamax