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Armas de guerra contra terrorismo custarão mais de R$ 670 milhões nas Olimpíadas de Londres

O custo para impedir ações terroristas no ar e na terra ainda não está fechado, mas os ingleses se preparam para gastar mais de R$ 670 milhões para manter a segurança total das Olimpíadas 2012, informa o diário londrino The Guardian. Preocupados com as dificuldades operacionais inglesas, os americanos cometeram uma gafe internacional, oferecendo mil […]

Arquivo Publicado em 17/11/2011, às 15h46

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O custo para impedir ações terroristas no ar e na terra ainda não está fechado, mas os ingleses se preparam para gastar mais de R$ 670 milhões para manter a segurança total das Olimpíadas 2012, informa o diário londrino The Guardian.


Preocupados com as dificuldades operacionais inglesas, os americanos cometeram uma gafe internacional, oferecendo mil agentes de segurança para cuidar da delegação dos Estados Unidos em território britânico. O caso chegou ao volátil Parlamento inglês, esta semana. Na Câmara dos Comuns, o debate ganhou tom de segurança nacional e o secretário de Defesa, Philip Hammond, confirmou que a Inglaterra usará mísseis antiaéreos para proteger os Jogos.


Contra a ajuda americana e o marketing negativo, o MI5 (Serviço Secreto Inglês) mandou avisar que colocará 500 espiões na linha de frente europeia, trabalhando na coleta de informações sobre possíveis grupos radicais e atentados terroristas.


Os americanos sentiram o golpe diplomático e divulgaram nota oficial pela embaixada londrina, quase pedindo desculpas pelo mal-entendido.


“A verdade é que qualquer presença dos Estados Unidos na segurança das Olimpíadas 2012 será, como tem sido em outras ocasiões, coordenada pelas autoridades de sua Majestade”, finaliza a nota, publicada na íntegra pelo diário The Guardian.


A confirmação de Hammond de que usará aviões e navios com armas de guerra contra ameaças terroristas não foi espontânea: o secretário de Defesa foi provocado  durante sessão na Câmara dos Comuns, nesta segunda-feira (14), pele seu antecessor, Liam Fox.


Diante da oferta americana de incluir 500 agentes do FBI na lista dos enviados, Fox pediu a Hammond que confirmasse o uso de aviões e navios equipados com mísseis antiaéreos para reprimir eventuais ameaças terroristas.


A resposta do secretário de Defesa atingiu o alvo:


 “Posso te garantir que todas medidas de defesa em vários padrões e segmentos serão colocadas em prática para dar segurança às Olimpíadas de Londres 2012.  Isso inclui o uso mísseis antiaéreos”.


Na prática, isso significa que a Marinha, Exército e Força Aérea estão sendo convidadas a estudar o grave cenário de ameaça terrorista aos Jogos.  O uso de mísseis de defesa não será novidade para os ingleses, lembrou Fox:


”Navios e aviões foram enviados para proteger o ar e o mar durante as Olimpíadas de Atlanta, em 1996”, lembrou o ex-secretário de Defesa, Liam Fox.


Arupamentos da RAF (Royal Air Force) com aviões Tornado e Typhoon estão de prontidão, 24 horas por dia, na proteção do espaço aéreo inglês contra sequestro de aviões e outras ameaças terroristas.


O assunto é tão sério que o Comitê de Inteligência e Segurança do Parlamento revelou que o chefe do Serviço Secreto Britânico  (também conhecido por MI5),  Jonathan Evans, qualificou os Jogos Olímpicos de Londres como de “alta prioridade de proteção e com enorme demanda de defesa”.


“Teremos de colocar 450 agentes em serviço de coleta de informações exclusivas aos Jogos de Londres 2012. Cerca de 150 serão deslocados para a linha de frente”, disse Evans. Essas  informações detalhadas revelam, segundo os parlamentares, “um grau elevado de gravidade nas preocupações do MI5”.


O custo da segurança dos Jogos passa dos R$ 670 milhões (ou 282 milhões de libras). Esse custo está embutido no fundo de contingência das Olimpíadas, orçada em cerca de R$ 24 bilhões. O preço da defesa pode subir ainda mais porque o número de agentes pode passar dos 20 mil homens e mulheres, escalados para cobrir 32 instalações olímpicas e mais de 100 campos de treino.

Jornal Midiamax