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Advogada de cliente espancado dentro das Americanas quer caso tratado como tortura

Logo após as perícias realizadas na manhã desta quarta-feira (4), pela Polícia Civil nas Lojas Americanas em Campo Grande por conta das agressões sofridas pelo vigilante Márcio Antônio de Souza, 33, no último dia 23 de abril, a advogada Regina Iara Bezerra junto com o seu cliente, concederam entrevista a imprensa. Souza foi surrado pelos seguranças num […]

Arquivo Publicado em 04/05/2011, às 17h50

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Logo após as perícias realizadas na manhã desta quarta-feira (4), pela Polícia Civil nas Lojas Americanas em Campo Grande por conta das agressões sofridas pelo vigilante Márcio Antônio de Souza, 33, no último dia 23 de abril, a advogada Regina Iara Bezerra junto com o seu cliente, concederam entrevista a imprensa.

Souza foi surrado pelos seguranças num cômodo da loja. Ele entrou no local carregando um ovo de Páscoa dentro de um capacete e os seguranças o barraram por acreditarem que o chocolate havia sido furtado dali.

A advogada da vítima disse que o crime deve ser considerado como tortura, pois Márcio teria sido conduzido na presença da filha, foi avisado que seria levado para a “sala do pânico”,e imobilizado por um segurança de estatura bem maior que a da vítima.

A representante da vítima comentou que a perícia deve analisar se no dia das agressões existia uma alguma câmera na “sala do pânico”, nome esse que teria sido dado pelos próprios seguranças da loja enquanto o levavam ao local onde é a sala de monitoramento do circuito interno.

Após as análises dentro da loja, a delegada do 1° DP Daniela Kades disse à imprensa que após o boletim de ocorrência feito, Márcio precisa representar contra o segurança, na acusação de crime de injúria qualificada por racismo e lesão corporal dolosa grave.

Regina disse que aguarda os resultados de exames médicos que podem exigir análises  complementares. Por conta do inchaço do olho direito e da surdez do ouvido do mesmo lado não é possível saber ainda se as agressões sofridas pelo vigilante foram graves ou gravíssimas — quando causa uma sequela permanente.

Ainda de acordo com a advogada Regina Iara, a representação será feita até nesta semana, segundo ela como a ação configurou tortura não precisaria de representação, porém mesmo assim será feita.

Jornal Midiamax