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Vigilância Sanitária interdita estabelecimentos da feira Brasil-Bolívia

Portas sendo fechadas e lacradas na ação da Vigilância Sanitária que fiscalizou os estabelecimentos que comercializam alimentos na Feira Brasil-Bolívia, em Corumbá, na manhã desta quinta-feira, 16 de dezembro. Popularmente conhecida como Feirinha, o local é um ponto de comercialização de vestuário, brinquedos e demais produtos, onde também não faltam os alimentos. Ao todo, são […]

Arquivo Publicado em 16/12/2010, às 14h14

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Portas sendo fechadas e lacradas na ação da Vigilância Sanitária que fiscalizou os estabelecimentos que comercializam alimentos na Feira Brasil-Bolívia, em Corumbá, na manhã desta quinta-feira, 16 de dezembro.


Popularmente conhecida como Feirinha, o local é um ponto de comercialização de vestuário, brinquedos e demais produtos, onde também não faltam os alimentos. Ao todo, são nove estabelecimentos que vendem e manipulam salgados, lanches, pratos feitos e bebidas.


Durante a fiscalização, foram realizadas sete interdições e três notificações. Os casos mais graves, que oferecem riscos à saúde, estão relacionados às ocorrências de falta de higiene, destino da água servida (usada) e acondicionamento de produtos.


Segundo Hélvio de Barros Junqueira, chefe do setor de Vigilância Sanitária, as situações presenciadas oferecem grande risco a saúde coletiva.”O que estamos verificando aqui é que existem questões ambientais, de estrutura física, da má manipulação dos alimentos que podem acarretar um surto de intoxicação alimentar para os consumidores. A ação da Vigilância é para que possamos oferecer ao consumidor corumbaense um alimento de boa qualidade e nada mais justo que a estrutura física, a questão do IPI (pagamento de imposto), da água servida porque aqui ela está sendo lançada no meio ambiente, justamente na época do ano quando estamos com a dengue aflorando na cidade”, comentou ao lembrar que esta ação se originou devido às denúncias recebidas pelo órgão.


O presidente da Feira Brasbol, Jimmy Antezana, acompanhou a ação e declarou que aprova a fiscalização. “Penso que a gente tem que se adequar porque é parte de saúde, alimento manipulado. Eu vou falar com eles (proprietários de estabelecimentos) porque tudo o que é fiscalizado em benefício da gente é bem recebido. Eu vou conversar com eles para tentar melhorar porque sabemos que temos muitos fregueses que vêm e fazem lanche, então tem que estar de acordo com a Vigilância Sanitária”, disse.


Sebastião Gomes Chaves, que mantém uma barraca de pastéis no local há várias anos, também aprovou a ação fiscalizatória. “Esse trabalho que hoje está sendo feito é muito importante, estou muito contente porque isso são coisas que nós temos que respeitar e adequar aquilo que é exigido porque faz bem para nós e para toda a população”, falou o comerciante.


Interdições


Os estabelecimentos que foram interditados, ou seja, perderam o direito de funcionar, precisam procurar a Vigilância Sanitária, antes de começarem as reformas exigidas.


“Na própria interdição, já consta o que eles precisam melhorar para que, posteriormente, a Vigilância Sanitária, libere essas barracas. Os proprietários vão ter que procurar a Vigilância para que, quando forem fazer as reformas, nós estejamos aqui e abrir as barracas para que façam as reformas”, explica Hélvio, que descreve uma situação constante na cidade.


“O que está acontecendo em Corumbá é que as pessoas montam um estabelecimento para consumo de alimentos sem ir na Vigilância Sanitária e ver o que precisa. Na realidade, essas pessoas, antes de se estabelecerem, deveriam procurar a Vigilância Sanitária e se adequar”, orientou.


Ele disse ainda que não existe um prazo para que as reformas sejam concluídas, mas o quanto antes elas forem realizadas, mais breve os estabelecimentos serão liberados para funcionamento.


Caso o proprietário insista em funcionar rompendo o lacre ou mesmo comece as reformas sem a presença da Vigilância Sanitária, ele receberá um auto de infração onde constará uma multa que varia de R$ 1.500 a 2.000.


“Não estamos proibindo ninguém de trabalhar, o que queremos é que se adequem às normas sanitárias”, destacou Hélvio.

Jornal Midiamax