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PT tenta hoje, mais uma vez, por fim a “atropelos eleitorais”

Dirigentes e militantes do Partido dos Trabalhadores tentam hoje à tarde, mais uma vez, por fim aos atropelos eleitorais que tem ocorrido na legenda desde o ano passado. Lideranças, especialmente candidatos, reclamam que decisões importantes que deveriam primeiro ser discutidas dentro da sigla estão sendo tratadas diretamente com outras legendas em movimentos isolados de petista...

Arquivo Publicado em 23/03/2010, às 11h39

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Dirigentes e militantes do Partido dos Trabalhadores tentam hoje à tarde, mais uma vez, por fim aos atropelos eleitorais que tem ocorrido na legenda desde o ano passado. Lideranças, especialmente candidatos, reclamam que decisões importantes que deveriam primeiro ser discutidas dentro da sigla estão sendo tratadas diretamente com outras legendas em movimentos isolados de petistas.

O presidente regional do PT, Marcus Garcia, não trata os atropelos como crise, mas reconhece que a situação tem certa gravidade e cobra maturidade dos correligionários. O mais recente movimento que chateou a cúpula ocorreu na tarde de ontem. O Midiamax noticiou que o ex-governador Zeca do PT sugeriu ao empresário e suplente do senador Delcídio do Amaral, Antônio João, filiado ao PTB, que continue na vaga.

Marquinhos esclarece que não tem restrições ao nome de Antônio João. Contudo, não concorda com a forma como convite foi conduzido. “Esta é uma questão do que deveria primeiro ser discutida dentro do partido”, reclama. Ele afirma que Zeca sequer o comunicou que teria uma reunião com o suplente de Delcídio. “Fiquei sabendo pelo Midiamax. Não pode ser assim”, queixa-se.

Antes da discussão pública sobre a suplência de Delcídio, os petistas já tinham se debatido por conta da suplência do pré-candidato ao Senado pelo PDT, Dagoberto Nogueira. Um grupo de petistas, incluindo Zeca, lançou o nome da ex-primeira-dama Gilda Gomes dos Santos à suplência de Dagoberto.

A alternativa que também não fora discutida dentro do partido causou irritação a ponto de se exigir internamente a retirada do nome de Gilda. “A indicação para a suplência de Dagoberto não está definida. Há vozes a favor e contra a indicação dela (…) Eu sei que conto com a compreensão dos correligionários”, explica.

Marcus Garcia relembra ainda o episódio no qual o presidente da Acrissul, Chico Maia, foi apresentado ao presidente Lula, em fevereiro, como possível candidato a vice de Zeca do PT. A agitação entre os petistas por pouco não causou uma crise em profundidade. Agora, o vice de Zeca, segundo Marcus Garcia, dependerá de muitas discussões internas.

Zeca, aliás, será ouvido pelos dirigentes do partido, em reunião fechada antes do encontro amplo do diretório. A ideia é esgotar com o ex-governador o debate de todas estas questões pendentes. “No encontro de hoje vamos afinar a viola. Está na hora de começarmos a falar a mesma língua”, detalha o dirigente.

Outro assunto em pauta é a agenda unificada entre Zeca do PT e Delcídio do Amaral. O senador Delcídio está em repouso em sua residência com suspeita de dengue. Conforme sua assessoria de imprensa, ele não deve comparecer a reunião.

O senador, aliás, é uma das lideranças que mais brada contra os atropelos em seu partido. “Temos que fazer política , primeiro, dentro do PT, para depois buscar o apoio daqueles partidos que estarão conosco na disputa. Não podemos aceitar decisões tomadas fora do PT. Pessoalmente não aceito isso e vou continuar defendendo meu ponto de vista. O local ideal para discutir as questões do PT é dentro do partido e não fora dele”, defendeu neste fim de semana, durante reunião com dirigentes e militantes petistas em Ribas do Rio Pardo.

“Temos que deixar de lado os projetos individuais em favor dos projetos coletivos”, comentou.

A reunião do PT está marcada para começar às 14 horas na sede regional do partido, no Jardim Bela Vista, em Campo Grande.

Jornal Midiamax