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Pentágono comprou 9,5 mil cópias de livro para ocultar segredos

A rede “CNN” publicou neste domingo que o Pentágono comprou, para destruir, 9,5 mil exemplares da primeira tiragem das memórias escritas por um oficial aposentado, que, para autoridades do órgão, continham segredos de Estado. A “CNN” disse ter obtido a confirmação do Departamento de Defesa de que as cópias do livro “Operation Dark Heart” (“Operação […]

Arquivo Publicado em 27/09/2010, às 01h24

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A rede “CNN” publicou neste domingo que o Pentágono comprou, para destruir, 9,5 mil exemplares da primeira tiragem das memórias escritas por um oficial aposentado, que, para autoridades do órgão, continham segredos de Estado.


A “CNN” disse ter obtido a confirmação do Departamento de Defesa de que as cópias do livro “Operation Dark Heart” (“Operação Coração Negro”, em tradução livre), escrito pelo tenente-coronel Anthony Shaffer, tinham sido destruídas em 20 de setembro.


“O Departamento de Defesa decidiu comprar as cópias da primeira tiragem porque continham informação que teria posto em perigo a segurança nacional”, disse à rede “CNN” a porta-voz do Pentágono, April Cunningham.


Em declarações à rede, o autor do livro mostrou-se contrário à decisão do Pentágono, da qual foi comunicado na última sexta-feira.


“Tudo isso goteja vingança. É ridículo que, em plena era digital, alguém compre 10 mil livros para silenciar uma história”, apontou.


O livro conta as lembranças de Shaffer como responsável pelas operações secretas realizadas no Afeganistão durante a gestão do último presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.


No livro, Shaffer diz que o grande erro do Governo Bush foi não entender a cultura e a sociedade afegãs.


A editora do livro, “St. Martin’s Press”, já está preparando a segunda tiragem das memórias do oficial, que terão algumas mudanças solicitadas pelo Governo sob a alegação de que parte dos escritos de Shaffer é baseada em material restritivo.


Supostamente, o manuscrito contém atividades secretas desenvolvidas pela CIA, pela Agência de Segurança Nacional e pelo Comando Americano de Operações Especiais.


O advogado de Shaffer, Mark Zaid, no entanto, indicou que, antes de sua publicação, o livro foi revisado pelos superiores do autor, que deram autorização para tal.

Jornal Midiamax