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Pastor, pai de arquiteta, considera inexplicável crime e diz que filha sofria violência doméstica

Corpo de Eliane Aparecida foi sepultado no Parque das Primaveras

Arquivo Publicado em 09/07/2010, às 14h04

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Corpo de Eliane Aparecida foi sepultado no Parque das Primaveras

Durante o velório da arquiteta Eliane Aparecida Nogueira, 39, no Parque das Primaveras, abalado, o pai dela, pastor João Antonio Nogueira, disse que a filha era vítima de violência doméstica, recebia conselhos dos irmãos para separar-se do empresário Luis Afonso de Andrade, 42, e chamou o crime de algo sem explicação.

“Não consigo entender até agora o que aconteceu. É algo sem compreensão e sem explicação. O mais difícil foi ficar esse tempo todo esperando o corpo da minha filha para o enterro. Ela comentava com os próprios irmãos que o marido era um homem agressivo e os irmãos aconselhavam, mas ela tinha esperança dele mudar”.

“Não vou fazer nada. Quero que Justiça seja feita”, acrescentou.

O cortejo acontece às 11 horas. Amigos e familiares despedem-se da arquiteta.

Ontem, a polícia divulgou o vídeo da conveniência Sadam, que fica na Avenida Três Barras, que mostra o momento em que o suspeito entrou no comércio às 4h para comprar fósforo e cigarro. A conveniência fica distante a quatro quilômetros de onde o corpo da arquiteta foi encontrado carbonizado.

As imagens gravaram o momento em que o ex-marido estacionou o carro da vítima e a pé, entrou na conveniência e depois, mostra quando ele retornou a pé. Foram cerca de 20 minutos. O veículo da mulher foi encontrado incinerado com o corpo no banco traseiro do veículo.


Jornal Midiamax