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Oposição ensaia lançar chapa completa para enfrentar ‘andrezistas’ na Assembleia

Sete parlamentares já fizeram duas reuniões para tratar do assunto. Foram eleitos na oposição os petistas Pedro Kemp, Paulo Duarte, Laerte Tetila e Cabo Almi, além de Alcides Bernal (PP), Felipe Orro (PDT) e George Takimoto (PSL).

Arquivo Publicado em 28/12/2010, às 15h00

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Sete parlamentares já fizeram duas reuniões para tratar do assunto. Foram eleitos na oposição os petistas Pedro Kemp, Paulo Duarte, Laerte Tetila e Cabo Almi, além de Alcides Bernal (PP), Felipe Orro (PDT) e George Takimoto (PSL).

Em conversas preliminares, deputados eleitos na oposição já começaram a estudar o lançamento de uma chapa completa à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa na eleição que será realizada no início de fevereiro de 2011. O grupo enfrentará a situação que também organiza chapa a ser encabeçada pelo atual presidente do Poder Legislativo, deputado Jerson Domingos (PMDB).

Do lado oposicionista, o deputado Pedro Kemp (PT) já anunciou interesse em disputar a presidência da Casa. Ele que é o atual primeiro vice-presidente estava disposto a concorrer ao cargo, nem que fosse com candidatura avulsa, como permite o Regimento Interno da Assembleia. No entanto, ele está otimista quanto à possibilidade de se compor uma chapa completa com nomes aos sete cargos da Mesa Diretora, um para cada deputado.

Kemp relata que os sete deputados eleitos na coligação encabeçada por Zeca do PT, adversária ao governador André Puccinelli (PMDB) já tiveram duas reuniões preliminares nas quais discutiram a atuação na Assembleia e a chapa de oposição. “Não definimos chapas e nem nomes para função alguma. Ainda precisamos conversar mais”, relata o deputado.

O deputado conta que a primeira reunião entre os sete parlamentares eleitos na chapa de Zeca do PT ocorreu na Câmara dos Vereadores de Campo Grande e a segunda no escritório do senador Delcídio do Amaral (PT), no centro da Capital, na segunda quinzena de dezembro. Kemp revela ter apresentado seu nome como sugestão de candidato à presidência da Assembleia, mas explica que tal condição não é definitiva.

“É claro que se outro companheiro da oposição quiser ficar com a vaga de candidato a presidente podemos conversar. Eu abriria mão sem problema algum. Ainda não discutimos nomes ou cargos, mas temos a proposta de lançar a chapa”, reitera. Agora, os deputados só pretendem conversar novamente sobre o assunto após 1º de janeiro.

Além de Kemp, foram eleitos na oposição os petistas Paulo Duarte, Laerte Tetila e Cabo Almi, além de Alcides Bernal (PP), Felipe Orro (PDT) e George Takimoto (PSL).

Contudo, a situação continuará levando vantagem visto que os outros 17 nomes que conquistaram cadeiras no Poder Legislativo foram eleitos na coligação encabeçada por Puccinelli e todos devem figurar na base de sustentação política do governador.


Assédio da situação

Informações de bastidores apontam que deputados da situação teriam sondado nomes da oposição para compor uma chapa única à Mesa Diretora, como ocorre tradicionalmente na Assembleia Legislativa.

Uma fonte revelou que o PT teria sido sondado para a primeira-secretaria, cargo ocupado pelo deputado Ary Rigo (PSDB). A função costuma ser a segunda mais cobiçada da Mesa Diretora, pois administra o dinheiro da Casa. Porém, ficou marcada negativamente depois que Rigo apareceu em vídeo, gravado sem que ele soubesse, relatando suposta partilha de dinheiro público entre membros dos três poderes.

Kemp cita que é normal a oposição ser convidada para uma chapa de consenso, mas desta vez, ele afirma que não ter conhecimento de qualquer sondagem neste sentido. Para ele, todos os nomes do PT e os demais da oposição caminham para compor uma chapa própria.

Jerson, o escolhido de Puccinelli

Pela terceira vez, Jerson Domingos obteve o aval do governador André Puccinelli (PMDB) e deve concorrer ao cargo de presidente da Assembleia encabeçando a chapa da situação. Sobre a primeira-secretaria, os andrezistas teriam como meta oferecê-la ao PR, do deputado Londres Machado. Ele poderia indicar um dos deputados da bancada da legenda. Paulo Corrêa estaria cotado.

O presidente da Casa é o segundo nome da linha sucessória ao governo do Estado, ou seja, em caso de licença ou de afastamento do governador e do vice é o presidente da Assembleia quem assume. Esse é um dos motivos pelos quais, existe a preocupação do chefe do Poder Executivo em participar da escolha de alguém de sua confiança.

Jornal Midiamax