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Atacando Zeca do PT no horário eleitoral, Nei Braga promete “verdades sobre o André”

Acusado pelo candidato a senador do próprio partido de estar "no bolso do governador André Puccinelli" para bater somente no adversário Zeca do PT, o candidato do PSol ao governo garante que provará isenção: "Nem um nem outro. O André e o Zeca são a mesma coisa".

Arquivo Publicado em 14/09/2010, às 13h30

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Acusado pelo candidato a senador do próprio partido de estar “no bolso do governador André Puccinelli” para bater somente no adversário Zeca do PT, o candidato do PSol ao governo garante que provará isenção: “Nem um nem outro. O André e o Zeca são a mesma coisa”.

Acusado pelo candidato a senador do próprio partido de estar “no bolso do governador André Puccinelli” após começar a bater descaradamente no adversário Zeca do PT durante o horário eleitoral, o postulante do PSol ao governo, Nei Braga, nega. “Nem um nem outro. O André e o Zeca são a mesma coisa para Mato Grosso do Sul”, garante.


Mesmo assim, nos programas do PSol o petista continua sendo o único alvo enquanto o candidato peemedebista é poupado. Segundo Braga, a acusação de que estaria recebendo dinheiro de Puccinelli para falar mal de Zeca do PT é fruto de uma disputa interna do partido.


Jorge Batista, candidato do PSol ao senado, garante que os ataques ao candidato petista comprovam a acusação de que teria havido negociata com a campanha do PMDB. “A direção do partido e o candidato Nei Braga estão no bolso do governador André Puccinelli. Prova disto é a forma agressiva com que o candidato do partido age em referência ao candidato do PT e se esquece das mazelas do outro adversário da nossa legenda”, argumenta.


“Se eu tivesse pegando dinheiro, não estaria na situação que estou. Para viajar para Dourados, tenho que cotizar entre os companheiros e cada um ajuda com um pouco, porque não temos nenhum recurso enquanto os adversários anunciam que estão gastando 15, 20 milhões de reais”, alega Nei Braga.


Batista disse ainda que chegou a receber da direção do PSol a missão de “bater no Zeca e no Dagoberto”. Segundo ele, como não teria aceitado a suposta missão, estaria agora sendo perseguido pelo partido.


“Isso não existe. Ele tem que lembrar que ele é que tem a esposa candidata por outra chapa e fazem até campanha para outro candidato ao senado, enquanto nosso partido só tem um candidato oficial, que é ele próprio”, rebate Nei.


“O Jorge Batista pode pensar o que quiser, mas falar isso para imprensa foi ruim. Não estou no colo de ninguém, até porque o André Puccinelli é tão ruim quanto o Zeca. Qualquer um deles é a mesma coisa, e eu sou a única opção diferente”, argumenta o candidato a governador.


“Pedigree do PMDB”


Com relação aos textos que tem repetido nos últimos programas eleitorais atacando Zeca do PT, Nei Braga garante que são parte de uma “estratégia nacional” do PSol. Ele diz que provará a independência em breve veiculando programas eleitorais mostrando “verdades sobre o André”.


“Eu acho que o governo do André só é mais organizado, mas o pedigree dele é o do PMDB, famoso porque a gente sabe que nacionalmente é o partido que mais apronta e sempre escapa. A gente sabe que fazem bem feito, enquanto no governo do Zeca tinha cara que andava de bicicleta junto comigo e agora andando de carrão. Mas não adianta procurar uma Madre Teresa de Calcutá em prostíbulo”, analisa o candidato a governador do PSol.


Casas sem “cupinchas”


“A gente vai falar de muita coisa que estamos vendo e que estão erradas. No problema da distribuição de casas populares entre aliados, por exemplo, vamos defender o cadastro único e público, pois assim todo mundo que se cadastra vai poder acompanhar quem foi beneficiado e ter uma perspectiva de tempo na espera”, conclui.

Jornal Midiamax