Geral

Aeronave doada para Bombeiros de MS tinha fortuna de traficantes e drogas escondidas

Segundo a Polícia Federal, o montante é de U$650 mil. Além disso, foi encontrada uma quantidade de entorpecente

Arquivo Publicado em 21/12/2010, às 20h16

None

Segundo a Polícia Federal, o montante é de U$650 mil. Além disso, foi encontrada uma quantidade de entorpecente

A Justiça Federal destinou ao Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul duas aeronaves que pertenciam a um dos maiores traficantes do País, Mário Sérgio Arias e ao seu genro João Marcos Rolim. Um dos aviões de pequeno porte está no aeroporto Teruel e o outro no Internacional de Campo Grande, onde aguardam conclusão do trabalho de perícia e um convênio para de fato servirem à corporação.

Durante vistoria na aeronave que está no Aeroporto Internacional de Campo Grande, os peritos encontraram uma pequena quantidade de maconha (peso não revelado) e uma grande quantidade de dólares que, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal, o valor é de U$ 650 mil.

O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul ainda não faz uso das aeronaves porque elas ainda passam por processo de vistoria. A reportagem apurou que a intenção é que os aviões sejam utilizados futuramente, por meio de convênios, para transportar vítimas de acidente, fazer vistorias em incêndios florestais, buscas em mata, transporte entre cidades, entre outras atribuições.

Origem

As aeronaves foram apreendidas durante operação da Polícia Civil de São Paulo, que resultou na prisão de dois homens suspeitos de participar de uma quadrilha comandada por Mario Sérgio Arias. Segundo a polícia, ele é considerado um dos maiores traficantes do País, que foi preso em Martinópolis/SP, no mês de maio deste ano.

Depois a polícia chegou até Marcos Júlio Knorre, 42, piloto de avião, e de João Marcos Rolim, 38, genro de Arias, que estavam em um hangar, em Atibaia. No local havia 42 kg de cocaína.

Segundo o que apurou a polícia, Arias utilizava empresa de táxi aéreo de fachada para transportar e distribuir drogas. Dois dos locais que a quadrilha buscava droga eram cidades de Ponta Porã e Corumbá. (matéria editada às 18h11 para atualização de informação).

Jornal Midiamax