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Rio +10: conferência lota e ativistas queixam-se de exclusão

Organizadores da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida como Cúpula da Terra, disseram hoje que estão se tornando vítimas do próprio sucesso e que teriam que restringir o acesso dos membros das delegações ao evento. A declaração gerou reclamações por parte dos ativistas, que reclamaram que estão sendo calados em favor dos grandes grupos […]

Arquivo Publicado em 01/01/2000, às 12h00

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Organizadores da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida como Cúpula da Terra, disseram hoje que estão se tornando vítimas do próprio sucesso e que teriam que restringir o acesso dos membros das delegações ao evento. A declaração gerou reclamações por parte dos ativistas, que reclamaram que estão sendo calados em favor dos grandes grupos econômicos.

“As pessoas no interesse dos quais a cúpula está sendo realizada têm sido caladas no processo”, disse Vandana Shinva, representante de grupos de defesa dos direitos das mulheres, enquanto esperava na fila, antes de falar em uma sessão oficial da cúpula, que está acontecendo em Joanesburgo, na África do Sul.

Susan Markham, porta-voz da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, disse em uma entrevista coletiva que a área principal do centro de convenções estava se aproximando de sua capacidade máxima, de 7 mil pessoas, limite estabelecido pelo Corpo de Bombeiros.

Cerca de 16 mil representantes de governos, da indústria, de grupos ambientalistas e jornalistas credenciaram-se até agora para o evento, que começou ontem, e esse número deve aumentar antes da reunião de cerca de cem chefes de estado e governo na semana que vem. Na semana passada, a ONU anunciou que mais de 20 mil pessoas haviam pré-credenciado-se para o evento. As informações são da agência de notícias Reuters.

Jornal Midiamax