Depois de 180 minutos sem nenhum gol marcado, a decisão entre Red Bull Bragantino e Águilas Doradas, da Colômbia foi parar nas penalidades. Na marca da cal, o time brasileiro levou a melhor por 4 a 3, na noite desta terça-feira, no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP) e, com o triunfo, se garantiu na terceira fase da Copa Libertadores.

Agora, o Bragantino aguarda o vencedor de Botafogo-RJ e Aurora-BOL, que se enfrentam na quarta-feira, no Engenhão, no Rio. O primeiro duelo terminou empatado por 1 a 1. A terceira etapa é a última antes da fase de grupos.

Na abertura das penalidades, Cleiton defendeu a cobrança de Salazar e Lincoln colocou os brasileiros em vantagem. Depois a série seguiu com 100% de aproveitamento, com Pineda, Garavito e Quiñonez convertendo para Águilas Doradas, enquanto Nathan Mendes, Luan Cândido e Léo Ortiz mantiveram os brasileiros na frente. Na quinta e decisiva cobrança, Góez mandou para fora e garantiu o Bragantino na terceira fase da competição continental, mesmo sem a quinta cobrança.

Em busca de construir a vantagem e ficar confortável em campo, o Red Bull Bragantino foi quem iniciou as ações no jogo. Com mais posse de bola, o time de Pedro Caixinha buscava quebrar as linhas do Águilas com passes em profundidade, buscando tanto Sasha, quanto os pontas Vitinho e Helinho. Vitinho foi quem arriscou primeiro, em chute cruzado, defendido por Contreras.

Em certo momento, a linha de marcação do time brasileiro estava tão alta, que o zagueiro Léo Ortiz ocupava a intermediária. Os colombianos, foram amarrando o duelo, com uma marcação forte e saindo em velocidade para tentar surpreender. Buscando se impor em campo, o Bragantino acelerava as jogadas, facilitando a vida da defesa adversária, que não deu brechas para o ataque brasileiro.

Na segunda etapa, o Bragantino manteve a postura, mas levou um susto logo no começo. Rivas fez bela jogada individual e bateu por baixo de Cleiton. Quando a bola ia cruzando a linha, Léo Ortiz apareceu para evitar o gol.

O lance fez Caixinha acordar e mexer na equipe. Com jogadores descansados em campo, o time voltou a tomar conta do duelo. Helinho cruzou rasteiro, mas Thiago Borbas pegou fraco na bola.

Com o passar do tempo, o Bragantino foi perdendo a paciência com a marcação e errando ao tentar conectar o ataque. Mesmo com bom volume ofensivo, o time paulista rodava a bola, mas não encontrava espaço para finalizar e ainda sofria com alguns contra-ataques dos colombianos, que chegavam com perigo. Na reta final, já sem organização, o Bragantino abusou do jogo aéreo e a decisão foi para os pênaltis. Mais eficiente, o Bragantino confirmou sua permanência vencendo a disputa de penalidades por 4 a 3.