O judô do Brasil largou na temporada já conquistando medalhas. Isso porque, no primeiro dia de disputas no ano olímpico, no Grand Prix de Portugal, disputado em Odivelas, viu o promissor Michel Macedo, de somente 19 anos e que ainda é júnior, subir no pódio na categoria adulta pela primeira vez com excelente prata no peito nesta sexta-feira (25), perdendo apenas na final para Dilshodbek Baratov, do Usbequistão.

Michel Macedo é da categoria ligeiro (-60kg) e sonha em defender a seleção nacional em Paris-2024. Assim, com os 490 pontos conquistados em Odivelas, ele entra na zona de classificação para os Jogos Olímpicos, ao lado de Matheus Takabi, também do peso ligeiro.

“Estou muito feliz de conquistar a medalha de prata aqui no Grand Prix de Portugal. Essa foi minha primeira medalha no Circuito sênior e é uma medalha muito importante para mim, porque é um primeiro passo para a classificação olímpica. Se Deus quiser, vai dar tudo certo. Obrigado pela torcida de todo mundo”, disse Michelzinho, logo após receber sua medalha.

Campeão no Pan-Americano de Santiago em 2023, o judoca teve uma grande campanha em Portugal. Então, logo na estreia, aplicou um ippon no chileno Lucas Fernandez. Depois, teve pela frente o esloveno David Starkel e também ganhou bem, com um waza-ari, se credenciando para as oitavas de final.

Adversários no Grand Prix estavam entre os melhores do mundo

O adversário era complicado: o mongol Ariunbold Enkjtaivan, nono do ranking mundial, um dos cabeças de chave e que chegou credenciado pelo vice mundial de 2022. O duelo foi equilibrado e acabou indo para o golden score, no qual Michelzinho aplicou um waza-ari e avançou. Dessa forma, nas quartas, o terceiro triunfo por waza-ari, desta vez contra Yam Wolczak, de Israel.

Michel Augusto (primeiro à esquerda no pódio) ganhou a prata no Grand Prix (IJF, Divulgação)
Michel Augusto (primeiro à esquerda no pódio) ganhou a prata no Grand Prix (IJF, Divulgação)

O egípcio Youssry Samy, bronze no Mundial Júnior, era o adversário por vaga na decisão. Com projeção potente, aplicou novo waza-ari para ir à tão sonhada final diante do favorito Dilshodbek Baratov, do Usbequistão, prata do último Mundial. Depois de um começo bom, o brasileiro acabou surpreendido por uma waza-ari e depois não conseguiu mais reagir, terminando com a medalha de prata.