Esquema de pagamentos “por fora” pelos direitos de exploração da Copa do Brasil existiria desde 1990

José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de (CBF), teria dividido o valor de propinas recebidas pela exploração comercial da Copa do Brasil com seu antecessor, Ricardo Teixeira, e com o atual presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, informa nesta quinta-feira (28) a Folha de S.Paulo, citando documentos da investigação conduzida pelo FBI (a polícia federal dos Estados Unidos).

Marin e mais seis integrantes da Federação Internacional de Futebol () foram presos nesta quarta-feira (27), na Suíça, durante uma operação de combate à corrupção dentro da entidade máxima do esporte.
 
Segundo a Folha, em reunião em abril do ano passado, Marin pediu ao presidente da empresa de marketing esportivo Traffic, J. Hawilla, que a propina que vinha sendo dividida com Teixeira passasse a ser paga apenas a ele e a Del Nero. O esquema dentro da exploração comercial da Copa do Brasil existiria desde 1990.
 
Segundo a Justiça dos EUA, em ocasiões anteriores, Hawilla teria concordado em fazer a divisão da propina entre Marin e os chamados “coconspiradores 11 e 12”, descritos na investigação como “altos executivos da CBF”. Apenas Teixeira e Del Nero se encaixam no perfil.

Questionada, a CBF informou que não vai se pronunciar sobre a acusação.

O esquema de corrupção dentro da Fifa está sendo investigado nos Estados Unidos por envolver transações em bancos americanos e por supostamente ter contado com a participação de empresas sediadas nos EUA.

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