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Dunga atribui alterações ‘malucas’ à bola aérea da Venezuela

Dunga admitiu que o Brasil não esteve tranquilo

Diego Alves Publicado em 22/06/2015, às 01h32

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Dunga admitiu que o Brasil não esteve tranquilo

Dunga admitiu que o Brasil não esteve tranquilo no fim da partida contra a Venezuela, neste domingo, pela Copa América 2015. A Seleção Brasileira controlava o jogo até o treinador passar a fazer alterações “malucas”, com entradas de zagueiros nos lugares dos homens de frente. Após o duelo, o técnico justificou as opções por David Luiz e Marquinhos não como um teste, mas sim para evitar as bolas áereas do adversário, que foi para cima e conseguiu diminuir o placar para 2 a 1.

“A bola forte deles era a bola aérea. Tentei colocar jogadores mais altos e sair em velocidade no contra-ataque. Não conseguimos porque erramos muito pelo meio. A intenção foi essa”, disse, lembrando que David Luiz já atuou como volante no Chelsea e Marquinhos jogou na lateral por Roma e PSG.

Para muitos, Dunga inventou ao colocar David Luiz na vaga de Philippe Coutinho. O defensor foi encaixado na função de primeiro volante, posição em que já atuou, mas na qual pareceu perdido neste domingo. Pouco depois, o técnico ainda tirou Robinho e colocou o defensor Marquinhos na vaga, recuando completamente o Brasil – Daniel Alves passou para o meio-campo. A Seleção terminou o jogo com os quatro zagueiros convocados em campo.

A bola aérea da Venezuela foi a explicação também para o fato de ter tirado Robinho do time. Mas o técnico elogiou a atuação do jogador do Santos e deve mantê-lo contra o Paraguai, pelas quartas de final, fazendo questão de ressaltar que ele não vai substituir a Neymar: “Robinho é Robinho e ele tem que ser ele. Cada um tem que jogar como sabe. Não temos outro Pelé, não temos outro Neymar”, comparou.

Dunga agora tem quase uma semana para trabalhar com o time para o jogo do próximo sábado, em Concepción, contra o Paraguai. Os jogadores vão estar de folga nesta segunda. Na terça, vai ser julgado o recurso de Neymar, o que pode voltar a mudar os planos do treinador caso o atacante seja liberado. “O que passou, passou. Agora é outra Copa América”, concluiu.

Jornal Midiamax