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Brasil precisa adaptar 102 Centro de Treinamentos para receber paratletas em 2016

Secretaria da Presidência identificou necessidades de reforma 

Midiamax Publicado em 26/04/2015, às 13h34

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Secretaria da Presidência identificou necessidades de reforma 

Este domingo (26) marca o início da contagem regressiva de 500 dias para os Jogos Paraolímpicos de 2016. O evento deve trazer ao Brasil 4.350 atletas com necessidades especiais, de 178 diferentes países. E, para bem receber todo esse pessoal, ao menos 102 tarefas ainda precisam ser cumpridas.

O número diz respeito à quantidade de centros esportivos do país que precisam passar por adaptações para que possam servir de local de treinamento de paratletas dias antes do início da Paraolimpíada. Ele foi calculado pela SDH (Secretaria de Direitos Humanos) da Presidência da República após uma avaliação dos espaços ofertados pelos envolvidos na organização da Rio-2016 para a aclimatação de atletas e paratletas no Brasil.

Ao todo, 176 ginásios, estádios ou centros de treinamento estão à disposição de delegações estrangeiras de atletas e paratletas participantes dos Jogos de 2016. Desses, segundo à SDH, 102 são equipamentos públicos não acessíveis a pessoas com deficiência. Ou seja, precisam de reformas.

“São coisas simples, como a construção de rampas, alargamento de portas e de vias de acesso. Mas que precisam ser feitas”, explicou Antonio José Ferreira, secretário nacional de Promoção de Direitos da Pessoa com Deficiência. “Os centros esportivos mais antigos e que não estão no Rio, principalmente, precisam passar por algumas reformas. “

Ferreira trabalha na SDH e sabe muito bem como a adaptação de espaços faz diferença para quem tem uma deficiência. Ele mesmo não enxerga. Portanto, usa das melhorias de acessibilidade em seu cotidiano.

O secretário contou que o estudo da SDH sobre as adaptações necessárias em centros esportivos foi encaminhado no mês passado ao Ministério do Esporte. Segundo Ferreira, o ministro George Hilton comprometeu-se em executar as obras necessárias para que elas fiquem de legado da Paraolimpíada para a população.

“A decisão está tomada e o governo vai fazer. O investimento necessário não é tão alto: menos de R$ 100 milhões. Já o legado para a população é muito grande”, complementou o secretário, que não deu detalhes sobre quais as obras recomendadas para cada um dos espaços citados no estudo da SDH.

O Ministério do Esporte foi questionado sobre o assunto pelo UOL Esporte. O órgão informou que “todas as instalações sob responsabilidade do governo federal associadas aos Jogos no Rio de Janeiro ou que integrem o plano de legado em outros estados terão acessibilidade garantida”. O ministério, porém, não informou quais locais serão reformados, quando as obras começam e qual o custo delas.

O Comitê Organizador dos Jogos Rio-2016 foi perguntado se a necessidade de reformas nos centros esportivos não poderia ser um problema para a Paraolimpíada. Não se pronunciou.

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