As exportações brasileiras de produtos agropecuários geraram receita de US$ 166,55 bilhões no ano passado, informou o Ministério da Agricultura, em nota. O valor dos embarques avançou 4,8% ante o registrado em 2022, ou US$ 7,68 bilhões a mais.

As exportações do agro corresponderam a 49% do comercializado pelo Brasil no ano, segundo a pasta, aumento de participação na pauta exportadora do país em relação ao ano anterior, quando a fatia foi de 47,5%.

Na avaliação da Secretaria de e Relações Internacionais, do Ministério da Agricultura, o aumento das exportações agropecuárias brasileiras foi influenciado pelo maior volume embarcado.

“O ano de 2023 marcou um ponto de virada histórico para o agro brasileiro, com grandes avanços em exportações e expansão de mercados, resultando em um recorde nas vendas externas. Sob a liderança do presidente Lula e do Ministro Carlos Fávaro, o Brasil abriu 78 novos mercados, fortaleceu laços e liderou a exportação mundial em vários produtos”, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Roberto Perosa, na nota.

De acordo com os dados do Ministério, o Brasil exportou 193,02 milhões de toneladas de no ano passado, alta de 24,3% em comparação com 155,30 milhões de toneladas de grãos exportados em 2022. O volume responde por 60,3% da safra recorde de grãos 2022/23.

A pasta observou que também houve aumento na quantidade exportada de carnes (+5,4%), açúcar (+15,1%), sucos (+6,0%), frutas (+5,9%), couros e seus produtos (+19,7%), que juntos somaram mais de US$ 1 bilhão em vendas externas.

Entre os produtos que contribuíram para a alta da receita, destaca-se as exportações de soja, que cresceram US$ 6,49 bilhões, a do complexo sucroalcooleiro, que avançou US$ 4,60 bilhões e cereais, farinhas e preparações, que tiveram incremento de US$ 1,18 bilhão e as vendas externas de sucos, com alta de US$ 447,41 milhões em receita.

Em valor exportado, os principais setores foram: complexo soja, respondendo por 40,4% do total exportado, carnes (14,1% do total), complexo sucroalcooleiro (10,4%), cereais, farinhas e preparações (9,3%) e produtos florestais (8,6%). Juntos, esses segmentos representaram 82,9% das exportações do agronegócio no ano passado, ressaltou o Ministério.

A China se manteve como principal destino do agronegócio brasileiro em 2023. As vendas ao mercado chinês atingiram o recorde de US$ 60,24 bilhões, alta de 18,8% ante 2022). “Entre os dez principais produtos exportados pelo Brasil, que representaram 78,8% da pauta exportadora do setor, a China foi o principal destino de oito produtos: soja em grãos (73,1% de participação em valor); milho (27,2% de participação); açúcar de cana em bruto (13,9% de participação); carne bovina in natura (60,4% de participação); carne de frango in natura (17,4% de participação); celulose (48,0% de participação); algodão não cardado nem penteado (48,9% de participação) e carne suína in natura (33,3% de participação)”, destacou o Ministério.

A China também foi o país que mais contribuiu para o crescimento das exportações do agronegócio brasileiro no ano passado, com acréscimo de US$ 9,53 bilhões em relação a 2022. Os foram o segundo país de destino do agronegócio brasileiro, com participação de 5,9% nas exportações do setor em 2023, tendo como principais produtos exportados: celulose, café verde, suco de laranja e carne bovina in natura.

As importações de produtos agropecuários recuaram 3,7% na comparação anual, a US$ 16,609 bilhões em 2023, ou 6,9% do total internalizado pelo País. O desembolso com importação de fertilizantes somou US$ 14,67 bilhões e o valor gasto com compras externas de defensivos agrícolas totalizou US$ 5,55 bilhões no ano, segundo o Ministério.

O saldo da balança comercial do agronegócio em 2023 ficou positivo em US$ 149,941 bilhões, em comparação com US$ 141,627 bilhões registrados em 2022.

Dezembro

No último mês de 2023, o Brasil exportou US$ 13,51 bilhões em produtos agropecuários, US$ 2,34 bilhões mais ante dezembro de 2022, ou aumento de 20,9%.

“O resultado de dezembro foi fortemente influenciado pela elevação do volume embarcado, que subiu 28,9%, apesar da queda de 6,1% nos preços médios de exportação dos produtos do agronegócio brasileiro. Soja em grãos, açúcar de cana, farelo de soja e carne bovina foram os produtos que mais contribuíram para o crescimento das exportações no mês”, avaliou o Ministério.

A China manteve-se como o principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro em dezembro do ano passado, respondendo por 32,3% dos embarques do setor, 8 pontos porcentuais acima de igual período de 2022.

As vendas externas para o país asiático somaram US$ 4,36 bilhões no último mês, alta de 61,1% contra dezembro do ano anterior.

Os principais produtos comercializados com o mercado chinês foram: soja em grãos (US$ 1,72 bilhão, +118,8% e 39,5% de participação), carne bovina in natura (US$ 522,92 milhões, +6,7% e 12,0% de participação), milho (US$ 447,53 milhões, +18,9% e 10,3%), algodão não cardado nem penteado (US$ 430,02 milhões, +259,2% e 9,9%), celulose (US$ 397,03 milhões, +18,3% e 9,1%) e açúcar de cana em bruto (US$ 330,65 milhões, +108,6% e 7,6% de share).

O segundo principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro em dezembro de 2023 foram os Estados Unidos, com US$ 936,77 milhões, 17,0% superior ao embarcado em dezembro de 2022. A participação do país nas exportações do agronegócio brasileiro decresceu de 7,2% em dezembro de 2022 para 6,9% em dezembro do ano passado.

Na terceira posição de destinos do último mês de 2023 está o Vietnã, com US$ 400,77 milhões em valor embarcado, incremento de 64,3%, o que levou ao aumento de participação de mercado de 2,2% para 3,0% na mesma base comparativa.

(Agência Estado)