Em 2023, atingiu recorde na produção de açúcar, com 2 milhões de toneladas. O montante é 55% maior que a safra de cana-de-açúcar imediatamente anterior e alavancou as exportações do produto, que também foram recorde.

Entre janeiro e dezembro do ano passado, o açúcar foi o 4º item mais exportado por Mato Grosso do Sul e teve Argélia, Canadá e o como principais compradores. Foram 1,6 milhão de toneladas enviadas ao exterior, que geraram faturamento de 846 milhões de dólares ao setor.

As exportações do item cresceram 137% em relação a 2022 em termos de faturamento e 84% em quantidade. Em série história dos últimos 10 anos, nunca Mato Grosso do Sul havia vendido tanto açúcar para outros países quanto em 2023.

Demanda do mercado externo impulsionou resultado

Dados da Biosul (Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul) mostram que das 18 indústrias sucroenergéticas que operam no Estado, 10 são produtoras de açúcar. A comercialização para outros países cresceu em 2023 devido à alta demanda pelo produto e falta de outros produtores.

Grandes players mundiais diminuíram a oferta do alimento no mercado externo e o Brasil como um grande exportador, responsável por cerca de 40% do produto, teve oportunidade de colocar ainda mais açúcar brasileiro no mercado internacional, dando destaque para o alimento na balança comercial dos principais estados produtores, como Mato Grosso do Sul.

“É uma importante marca para Mato Grosso do Sul, que já é o 5º maior produtor de açúcar do País, sendo o alimento um dos principais produtos que contribuem para a receita de exportação na balança comercial do Estado”, destacou Érico Paredes, diretor-executivo da Biosul.

(Priscilla Pires, Jornal Midiamax)