Com crescimento de 1,7%, o volume de serviços prestados em Mato Grosso do Sul encerrou fevereiro com saldo, primeiro mês no campo positivo após dois meses consecutivos de queda. Em relação a fevereiro de 2023, houve alta de 3,8% no volume de serviços.

Conforme os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados nesta sexta-feira (12), nos últimos doze meses o Estado atingiu um volume acumulado 5,7%, enquanto a variação acumulada no ano chegou a 4,7%.

O volume de serviços ficou 11,6% acima do nível pré-pandemia (2020) e 1,9% abaixo do ponto mais alto da série histórica (2022). Além disso, no acumulado do primeiro bimestre de 2024, o volume de serviços cresceu 3,3% frente ao período homólogo. O acumulado nos últimos 12 meses ficou em 2,2%.

Contramão da média nacional

Os números registrados em Mato Grosso do Sul seguem na contramão da média nacional, visto que, após três meses de expansão (novembro e dezembro de 2023 e janeiro de 2024), o país registrou queda 0,9% no volume de serviços em fevereiro.

No panorama regional, 14 das 27 Unidades da Federação assinalaram queda no volume de serviços em fevereiro de 2024, na comparação com o mês anterior. Entre os locais com maiores taxas negativas aparecem Mato Grosso (-2,7%), Paraná (-2,5%), Espírito Santo (-1,4%), Ceará (-1,3%), São Paulo (-1,0%) e Rio de Janeiro (-0,7%).

Em contrapartida, Rio Grande do Norte (3,5%), Pará (1,7%) e Mato Grosso do Sul (1,7%) exerceram as principais contribuições positivas do mês.

MS registrou alta de 3,8% em comparação a 2023

Na comparação com fevereiro de 2023, a expansão do volume de serviços no Brasil (2,5%) foi acompanhada por 22 das 27 UFs em fevereiro de 2024. Em Mato Grosso do Sul, a alta foi de 3,8%.

As contribuições positivas mais importantes ficaram com Rio de Janeiro (4,0%) e Minas Gerais (5,6%), seguidos por Paraná (6,3%), Santa Catarina (8,4%), Distrito Federal (9,9%) e São Paulo (0,5%). Enquanto Mato Grosso (-8,8%) liderou as perdas do mês.

No acumulado do primeiro bimestre de 2024, frente a igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (3,3%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 23 das 27 UFs também mostraram expansão na receita real de serviços.

O principal impacto positivo em termos regionais ocorreu em São Paulo (1,3%), seguido por Rio de Janeiro (4,6%), Paraná (8,5%), Minas Gerais (5,5%) e Santa Catarina (9,0%).

Por outro lado, Rio Grande do Norte (-2,1%) e Mato Grosso (-0,6%) registraram as influências negativas mais importantes sobre índice nacional.

Setor de turismo recua 0,8% em fevereiro

O setor de atividades turísticas teve recuo de 0,8% em fevereiro, na comparação com janeiro. Segundo revés seguido, com perda acumulada de 1,8%. O segmento se encontra 2,2% acima do patamar pré-pandemia e 4,3% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014.

Na perspectiva nacional, houve equilíbrio, com seis dos 12 locais pesquisados acompanhando a retração nacional. Entre as influências negativas destacam-se São Paulo (-2,9%), seguido por Santa Catarina (-3,7%), Ceará (-5,4%) e Minas Gerais (-1,5%). Em contrapartida, Distrito Federal (8,3%) e Bahia (2,4%) assinalaram os principais avanços.

De acordo com o IBGE, no acumulado do primeiro bimestre deste ano, as atividades turísticas registram crescimento de 0,3% frente a igual período do ano passado.

Transporte de passageiros estável e queda no setor de cargas

Em relação ao volume de transporte em fevereiro, os dados do IBGE mostram que o setor de passageiros registrou quase uma estabilidade: um acréscimo de 0,1% frente a janeiro. Ainda assim, é o segundo resultado positivo seguido, acumulando ganho de 2,9%.

Conforme o levantamento, o segmento ficou 5,4% abaixo do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 27,3% abaixo do ponto mais alto da série histórica (fevereiro de 2014).

No entanto, o volume do transporte de cargas caiu 1,4% após ter avançado 0,8% em janeiro. O segmento ficou 5,5% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Além disso, se comparado ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 34,3% acima de fevereiro de 2020.

Os resultados diferem do acumulado do primeiro bimestre deste ano, uma vez que o setor de transporte de passageiros caiu 5,7% frente a igual período de 2023, enquanto o de cargas cresceu 5,5% nesse mesmo intervalo.

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