O Brasil poderá exportar bovina ao depois de 12 anos de negociações, com Mato Grosso do Sul na dos 15 estados com plantas frigoríficas habilitadas. O país conseguiu a autorização para 34 frigoríficos enviarem ao país latino carne maturada e desossada.

O governo do México publicou, na última segunda-feira (6), os requisitos zoossanitários para a compra de carne bovina do Brasil, considerado o último passo para a liberação dos 34 frigoríficos. A autorização ocorre um mês após o país liberar a importação da carne suína brasileira.

De acordo com o Governo de Mato Grosso do Sul, a habilitação das plantas frigoríficas está ligada à retirada da vacinação contra febre aftosa do rebanho bovino sul-mato-grossense. 

“No final do ano passado, a vacina foi retirada e isso acabou por ajudar a abrir este nosso mercado para o México”, afirmou o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) Jaime Verruck.

De acordo com o secretário, Mato Grosso do Sul deverá solicitar, em 2024, o status de zona livre da febre aftosa. 

Da lista, 14 estados habilitados a exportar carne bovina ao México são considerados como zona livre da doença com vacinação. Apenas Santa Catarina é considerada zona livre sem vacinação no país, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal, e poderá enviar proteína carne com osso fresca, refrigerada ou congelada. 

Segundo os técnicos da DGSA (Direção-Geral de Sanidade Animal), para eliminar qualquer risco sanitário relacionado com a febre aftosa, os produtores desses 14 estados poderão exportar para o México apenas carne maturada e desossada, a mesma exigência imposta recentemente à Argentina e há 17 anos para importar carne do Uruguai.

Os estados habilitados são: Bahia; Distrito Federal; Espírito Santo; Goiás; Mato Grosso; Mato Grosso do Sul; Minas Gerais; Paraná; Rio Grande do Sul; Rio de Janeiro; Rondônia; Santa Catarina; São Paulo; Sergipe e Tocantins.