A intenção de consumo das famílias de voltou a crescer após três anos de queda. Isso é o que mostra a da CNC (Confederação Nacional do de Bens, Serviços e Turismo), que em outubro o índice chegou a 108 pontos, o maior resultado desde desde janeiro de 2020.

Em janeiro de 2020, antes da pandemia, o índice seguia em uma crescente atingindo 109,9 pontos, porém caiu vertiginosamente depois e até agora. Porém, na análise por faixa salarial, é visível que a expectativa de consumo é maior entre os que recebem mais de 10 salários mínimos.

“Desde junho último há um crescimento contínuo nas intenções de compra. Quando abrimos os dados, percebemos que há uma melhora na percepção sobre a renda atual, o que está relacionado à desaceleração da inflação. Da mesma forma, as perspectivas profissionais melhoraram, porém houve uma piora quando o assunto é o acesso ao crédito, entre aquelas famílias que têm menor poder aquisitivo, ou seja, cuja renda é de até 10 salários mínimos”, observa a economista do Instituto de Pesquisa da MS (IPF-MS), Regiane Dedé de Oliveira.

O índice que apresentou maior reação, de +11%, foi o que diz respeito ao momento para a compra de bens duráveis. Quanto à situação de emprego, 57,9% dizem se sentir mais seguros do que em igual período do ano passado e 59,4% esperam alguma melhora profissional para os próximos seis meses.