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Economia

Fábrica de celulose paraguaia que vai competir com indústrias em MS anuncia obras para 2024

Empresa chegou a confirmar adiamento do início de obras, mas CEO da Paracel confirmou 2024 durante conferência de indústria florestal
Guilherme Cavalcante -
Fábrica celulose Paraguai Paracel
Obras da fábrica de celulose da Paracel, em Concepción, Paraguai (Divulgação, Paracel)

Mesmo após anunciar adiamento do início das obras de uma fábrica de celulose que ficará a 200 km da fronteira com MS, a Paracel deve começar a construção da estrutura já em 2024, conforme declarou na última semana Per Olofsson, presidente do Conselho de Administração da Paracel.

A declaração ocorreu durante a 18ª conferência latino-americana da Fastmarkets Forest Products, voltada a florestal, realizado em São Paulo, no último dia 8 de agosto.

A empresa, que prevê investimento de cerca de US$ 4 bilhões para a empreitada, já iniciou a primeira fase do projeto – a qual consiste no plantio de florestas de eucalipto. A expectativa é que a Paracel possa gerar 1,8 milhão de toneladas de celulose por ano após o início das atividades, agora, previsto para 2027, 28 meses após eventual início das obras.

A planta ficará na cidade de Concepción, no Paraguai, onde além das florestas de celulose, ficará a fábrica de celulose kraft de eucalipto. O principal comprador seria o mercado europeu, fazendo da celulose uma commoditie paraguaia, aos moldes do que já ocorre no Brasil.

Crise nos investimentos

A expectativa era que o primeiro contrato de entrega de celulose paraguaia ocorresse já em 2027, tendo o mercado europeu como cliente. Contudo, a empresa deverá enfrentar atrasos significativos. Isso porque a emissão de título públicos para financiamento da fábrica deve atrasar o início das obras, após o MIC (Ministério da Indústria e Comércio) paraguaio adiar a concessão.

A decisão foi tomada com base no parecer de investidores acerca do empréstimo – a estimativa é de que aproximadamente US$ 3 bilhões sejam usados para a construção da primeira fábrica de celulose do país. O maior temor seria pelas taxas de juros nos Estados Unidos, que causariam alto endividamento internacional. Com isso, a decisão dos investidores foi por ter cautela e aguardar queda dos juros, conforme relatou o Portal da Celulose.

Contudo, a declaração do CEO interino da Paracel devolve a concorrente paraguaia ao jogo. Em 2021, quando foi anunciada, a fábrica da Paracel foi prevista para ter capacidade inicial de produzir até 1,5 milhão de toneladas por ano de celulose branqueada de eucalipto. Além da fábrica, a corporação contará com área de 180 mil hectares para o plantio de 140 milhões de eucaliptos, que refletiriam investimento aproximado de US$ 4 bilhões.

Atualmente, a empresa paraguaia dispõe de florestas de eucalipto nos departamentos de Concepción e Amambay – este, vizinho a MS, atualmente, um dos celeiros da celulose no Brasil.

A empresa afirma que a nova fábrica será construída “com mais altos padrões de sustentabilidade global”, além de ser uma das produtoras de celulose mais competitivos do mundo, “dos quais quase 100% são adequados para o plantio, localizados a uma distância média de 130 km da fábrica”.

Concorrência para MS

A primeira fábrica de celulose no Paraguai pode ser pedra no sapato para ? A depender dos números absolutos, a fábrica paraguaia pode ser apenas um relance.

Isso porque, além do atraso na construção da fábrica da Paracel, Mato Grosso do Sul já produz 5 milhões de toneladas de celulose por ano, segundo dados da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), ficando atrás apenas da Bahia, onde a produção alcança 5,5 milhões de toneladas anuais.

Contudo, o Estado deverá tornar-se ainda mais competitivo. Atualmente, com três fábricas – duas da Suzano e uma da -, a produção de matéria-prima para papel deve dobrar em médio prazo, considerando a nova unidade da Suzano em , esperada para o ano que vem, e a unidade da chilena Arauco, prevista para ser implantada em Inocência em 2028.

Atualmente, celulose é um dos principais commodities de Mato Grosso do Sul. Em 2022, a expectativa do era de que, a longo prazo, os investimentos no setor resultem numa alta de aproximadamente 5% no PIB (Produto Interno Bruto) estadual, colocando MS na dianteira da celulose em todo o país.

* Alterado às 13h em 16/08/23 para correção

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