Com o fim do vazio sanitário, produtores de Mato Grosso do Sul podem iniciar o plantio da soja, estimada em 13,8 milhões de toneladas na safra 2023/24. A previsão é de queda de 7,92% na produção total da cultura no Estado.

A estimativa foi lançada pela Aprosoja/MS (Associação de produtores de soja de MS) na sexta-feira (15) e considera que o fenômeno El Nino pode impactar a safra de forma positiva, já que prevê o aumento das chuvas, importantes para a cultura.

“Historicamente, temos aumento de safra em anos de El Nino e, se as chuvas ocorrerem em janeiro e fevereiro, período de maior demanda hídrica, podemos ter uma safra de grandes resultados”, disse o presidente da Aprosoja/MS, André Dobashi.

Ainda assim, o presidente destaca queda na estimada de produção da soja. “A tecnologia ajuda muito e é uma característica do produtor, mas tivemos uma queda acentuada na produção da safra 2021/22 devido a estiagem e levamos isso em conta”, afirma.

Tamires Azoio (técnica Famasul), Andre Dobashi (presidente Aprosoja MS) e Rogério Beretta (superintendente de agricultura da Semadesc) – (Geliel Oliveira, Agro Agência)

De acordo com a entidade, houve redução de 10% no custo da produção por hectare, mas aumentou em 20% o custo da saca por hectare. O preço médio da saca teve redução, caindo de R$ 180 para R$ 120.

Na safra 2022/23, Mato Grosso do Sul produziu 15 milhões de toneladas de soja, um recorde histórico, com 62 sc/ha e 4 milhões de hectares plantados.