Cotidiano / Economia

Presidente de associação diz que 90% dos empresários de shoppings passam por dificuldades

Kermson Martins, presidente de entidade que reúne lojistas do Shopping Campo Grande, diz que empresários participarão de ato nesta 5ª-feira.

Humberto Marques Publicado em 25/03/2021, às 13h30 - Atualizado às 15h36

(Foto: Arquivo Midiamax)
(Foto: Arquivo Midiamax) - (Foto: Arquivo Midiamax)

Lojistas de shoppings-centers integraram a carreata que, nesta quinta-feira (25), pressionou a Prefeitura de Campo Grande e o Governo do Estado para reabrirem atividades econômicas, fechadas devido a antecipação de feriados em esforço para conter o novo coronavírus. No setor, a avaliação é que pelo menos 90% dos investidores enfrentam dificuldades em razão da pandemia.

A estimativa partiu de Kermson Martins, presidente da Associação dos Lojistas do Shopping Campo Grande. Segundo ele, desde 2020 as empresas sofrem com um fluxo de vendas abaixo do ideal. E, embora não tenha dados oficiais em mãos, estima que entre 20% e 25% dos lojistas em shoppings fecharam as portas por conta da pandemia.

“Com dificuldade sabemos que é 90%. Este foi o setor que mais sofreu no ano passado inteiro, com fechamento de 30 dias e uma retomada que foi muito difícil. A falta de fluxo de vendas continua, não melhorou”, afirmou, indicando que, desde a primeira paralisação de atividades, em 2020, nenhum mês se aproximou do movimento em 2019.

“Quanto ao fechamento de lojas acredito que varia de shopping para shopping, mas deve fiar entre 20% e 25%”, estimou.

Segundo ele, como os shoppings aderiram às regras de biossegurança, tornaram-se menos perigosos em relação ao contágio. “Da forma como foi feito, o funcionário e o proprietário podem ir para onde quiserem. Só não podem trabalhar. Justamente, a pessoa vai para a casa de um tio, amigo, parente, onde não se previne, ou viaja para outras cidades onde não há regramentos”, protestou.

Martins ainda responsabilizou a “pressão” do Governo do Estado para que houvesse o fechamento de lojas em Campo Grande, por conta da falta de leitos hospitalares. “Quem paga a conta é o comerciante”. Por fim, criticou a falta de incentivos do poder público para ajudar o empresariado.

A carreata, que também reuniu motoristas de aplicativos e mirar também sobre o ICMS dos combustíveis no Estado –um dos mais altos do país e que não tem sinalização do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) de que vai baixar–, foi realizada pela manhã. Segundo nota divulgada nas redes sociais, o manifesto é a favor da reabertura das academias e do varejo, da extensão do horário de funcionamento de bares e restaurantes até a 0h e a redução do imposto sobre o combustível.

Após não conseguirem se reunir com o governador, o grupo se encontrou com o prefeito Marquinhos Trad (PSD) para tratar de suas demandas.

Jornal Midiamax