Cotidiano / Economia

Em uma semana, preço médio da gasolina sobe cinco centavos nos postos do Estado

Semana foi marcada por reajuste da Petrobras no preço da gasolina e projeto de Bolsonaro para mudar cobrança de ICMS sobre combustíveis.

Jones Mário Publicado em 14/02/2021, às 12h52 - Atualizado em 15/02/2021, às 11h04

ANP divulgou novo levantamento de preços de combustíveis em Campo Grande. (Foto: Leonardo de França, Midiamax)
ANP divulgou novo levantamento de preços de combustíveis em Campo Grande. (Foto: Leonardo de França, Midiamax) - ANP divulgou novo levantamento de preços de combustíveis em Campo Grande. (Foto: Leonardo de França, Midiamax)

Em semana marcada pela discussão em torno do aumento do preço de combustíveis em todo o País, Mato Grosso do Sul registrou salto de cinco centavos no valor médio do litro da gasolina. A elevação foi constatada em levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Em média, os postos do Estado vendem o combustível a R$ 4,931. Os preços foram coletados na semana entre os dias 7 e 13 de fevereiro. Na semana imediatamente anterior, a média foi de R$ 4,888.

A pesquisa encontrou revendedores praticando preços entre R$ 4,759 e R$ 5,269. O mais baixo em Campo Grande, com média obtida em R$ 4,90. O mais alto, em Dourados, onde o preço médio está acima dos R$ 5 – mais precisamente R$ 5,057.

Na comparação com os valores de um mês atrás, o preço do litro da gasolina em Mato Grosso do Sul subiu 30 centavos.

Bolsonaro culpa governos estaduais por preços elevados

Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) requentou polêmica ao voltar a atribuir a culpa pelo alto preço dos combustíveis aos governos estaduais. Isto depois de a Petrobras anunciar reajustes na gasolina (8%), no óleo diesel (6%) e no gás de cozinha (5%) vendido por ela nas refinarias.

O aumento da gasolina e do diesel acompanha o avanço das cotações do petróleo no mercado externo. Os preços subiram mais 2% na última sexta-feira (12) e atingiram os maiores níveis desde janeiro de 2020. A subida se justificou pela expectativa por um pacote de estímulos à economia norte-americana, combinada com o consequente aumento da demanda e a baixa oferta momentânea de países produtores.

O impacto do reajuste nas refinarias – no caso da gasolina, foi o segundo no ano – deve chegar de vez às bombas dos postos do Estado nesta semana, quando as revendas renovarem seus estoques.

Na sexta (12), Bolsonaro enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei para alterar a maneira de cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), imposto estadual, sobre os combustíveis. O texto propõe a incidência sobre o litro (ou metro cúbico, no caso do gás natural e do gás de cozinha). Hoje, o imposto incide sobre o PMPF (Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final), reajustado a cada 15 dias por meio de pesquisas de preço. Em Mato Grosso do Sul, a alíquota de ICMS vigente sobre a gasolina é de 30%.

Diesel e etanol também ficaram mais caros em MS

Ainda segundo a ANP, o preço médio do óleo diesel em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 3,824 na última semana, salto de seis centavos em apenas sete dias.

Alternativa à gasolina, o etanol também ficou mais caro na última semana – três centavos – e hoje é encontrado, em média, a R$ 3,441 o litro.

Jornal Midiamax