Cotidiano / Economia

Imposto estadual representa 25% do preço da gasolina e 17% do diesel em MS

Parte do preço da gasolina e do diesel é composta pelo ICMS

Aliny Mary Dias Publicado em 24/05/2018, às 16h14 - Atualizado em 25/05/2018, às 13h30

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O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou nesta quinta-feira (24), durante encontro com empresários na Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), que 25% do preço da gasolina e 17% do diesel comercializados no Estado vão para os cofres regionais em forma de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços). Reinaldo disse, no entanto, que a greve dos caminhoneiros só será solucionada com as ações do Governo Federal.

Azambuja disse que Mato Grosso do Sul é um dos estados do Brasil com menor alíquota na gasolina, 25%, e lembrou que o imposto sobre o diesel já chegou a ser reduzido em Mato Grosso do Sul, mas que a ação não resultou em aumento de venda nas bombas.

O acordo para baixar o preço do diesel no Estado se deu em julho de 2015 como estratégia para aumentar o consumo do combustível, principalmente entre a classe produtiva. A ideia, contudo, não se concretizou e a alíquota voltou aos 17% em janeiro do ano seguinte.

Nesta quinta-feira, Reinaldo afirmou que continua o diálogo com o Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul), mas que a lei do ICMS só prevê mudanças nas alíquotas uma vez por ano.

“O grande problema do combustível é precificação baseada no dólar, o barril de petróleo foi de 38 para 80 dólares e também puxou o preço do combustível para cima. Entendo que é a legítima a reivindicação, mas muitas vezes no fechamento do ir e vir está o cerceamento do direito e causa prejuízo enorme em alguns setores”, afirmou o governador.

Impacto nas indústrias

Levantamento da Fiems aponta que 80% das indústrias de Mato Grosso do Sul já paralisaram as atividades em razão da greve dos caminhoneiros. A previsão dos empresários é que se os protestos permanecerem por pelo menos mais dois dias, 100% das indústrias paralisem.

Jornal Midiamax