Cotidiano / Economia

​Secretário não teme impactos de restrição dos EUA no curto prazo

Frigorífico da Capital está proibido de exportar aos EUA

Midiamax Publicado em 22/06/2017, às 14h56

None

Frigorífico da Capital está proibido de exportar aos EUA

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, descartou nesta quinta-feira (22), um impacto significativo sobre a decisão do Ministério da Agricultura em suspender a exportação de carne do frigorífico da JBS em Campo Grande, localizado na BR-060, para os Estados Unidos. 

Segundo ele, em ponto de vista macro, as restrições dos EUA não devem atrapalhar os desempenhos dos frigoríficos. “Todos esses frigoríficos que tiveram suas plantas foram desabilitados, têm outras plantas que poderão fornecer carne para os Estados Unidos”, disse.  Além da planta em Campo Grande, o Ministério da Agricultura suspendeu as exportações de mais frigoríficos brasileiros para os EUA, e a proibição continuará em vigor por tempo indeterminado.

Em relação a planta da JBS na Capital, Jaime opinou que a atitude foi exagerada, tendo em vista que não há contaminação na carne sul-mato-grossense, e sim uma reação à vacina. “Não é problema de abate no frigorífico, não é problema de sanidade. Então, me parece que, talvez, a atitude tenha sido um pouco exagerada para o que foi identificado”. “Obviamente que qualquer descredenciamento internacional gera preocupação sobre a atividade no Estado, sobretudo num momento em que a pecuária está com preços baixos, com escalas de produção mais longas, com dificuldades de venda de boi já pronto”, completou o secretário.

“Qualquer fator novo gera preocupação e prejudica o mercado. E normalmente o mercado reage no sentido de redução de preços ao produtor. Até por essa questão, o governo anunciou por um período determinado, provavelmente por 90 dias, a redução de ICMS do gado em pé para que a gente consiga dar uma oxigenação no mercado até que tenha uma redefinição de toda essa cadeia produtiva”. A partir de 1º de julho, o Estado reduzirá de 12% para 7% a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre bovinos comprados no Estado. 

A medida deve estimular a compra de bois para abate em Mato Grosso do Sul por frigoríficos de outros Estados; mercado que enfrenta crise após os escândalos da JBS e da operação Carne Fraca, da Polícia Federal. “O governo do Estado abriu um canal direto com o Ministério da Agricultura para que a gente acompanhe os passos de manutenção. O governo quer que sejam mantidos os credenciamentos das plantas de Mato Grosso do Sul, seja para a Europa ou para os Estados Unidos. Somos um Estado eminentemente exportador de carne e é importante que a gente consiga comprovar que a questão sanitária é muito bem feita, seja pelo Mapa ou seja pelo sistema estadual, de tal forma que a gente continue com as exportações abertas”, finalizou. 

Colaborou Tatiana Marin* 

Jornal Midiamax