Vendas foram positivas, avaliam

A  um dia dos Dias das Mães, data esperada pelos lojistas de todo o Brasil, o centro de Campo Grande, coração do comércio na Capital, registra movimento neste sábado (13) avaliado pelos comerciantes como positivo. Poucos relataram queda nas vendas.

Vendedora de um estabelecimento que comercializa objetos diversos, Rayane Oliveira, 26, afirma que a expectativa é que as vendas igualem ou superem as de 2016. “Hoje está bem legal, ontem e hoje deu uma alavancada”.

Ela conta que as pessoas optam mais por cartão de crédito e pagam de forma parcelada. No local, o que mais tem saído são joias e relógios.

Gerente de uma loja de jeans, Paulo Henrique, 33, estava animado e afirma que a “segunda melhor data do comércio” já superou expectativas. “O movimento está aquecido. Já superou o ano passado, e não estamos nem na metade do mês. Sai muito item em promoção”, contou.

A manicure Evelin dos Santos, 25, foi a uma loja de produtos de beleza procurar o presente da mãe. “A gente ainda está escolhendo, mas acho que vou escolher um perfume. O ano passado demos um buquê e uma cesta”, relatou ela, que costuma pagar à vista.

As irmãs Jussara Morais, 34, auxiliadora de serviços e a irmã que é professora e preferiu não ser identificada também foram ao centro da cidade em busca de presentes. Jussara achou que os preços estão um pouco mais altos do que no último ano.

“Na verdade as coisas sobem, só o salário que não”, brincou a irmã, professora. As duas pretendem comprar juntas, um calçado, e vão pagar com cartão de crédito.

Gerente de uma loja de calçados, William Matos, 29, discorda e avalia que o movimento caiu cerca de 20% em comparação a 2016. Ele trabalha no loca há 2 anos.

Dia das mães: filhos lotam lojas e vendas superam expectativas de lojistas

Dia das mães

A data deve injetar pelo menos R$ 25 milhões no comércio de Campo Grande, segundo a Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso do Sul).

Para auxiliar quem vai às compras, o Procon MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) fez uma pesquisa com o preço dos itens mais procurados pelos filhos. O preço de artigos como flores, chapinhas, panelas e smartphones podem ter variação de até 136,36%. Confira a pesquisa aqui.

Queda em abril

O levantamento do Movimento do Comércio Varejista (MCV) produzido pela Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) mostrou que, o mês de abril atingiu 82 pontos, indicando queda nas vendas em relação ao mês de março (93). O resultando também ficou cinco pontos abaixo do apurado no mesmo período de 2016. 
“Desde novembro de 2016 não registrávamos indicador inferior ao ano anterior. Esse é o pior índice para o mês de março desde 2012, quando começamos a catalogar os dados”, conta o economista-chefe da ACICG, Normann Kallmus.