Cotidiano / Economia

Chuva demais: Além do preço alto, está difícil encontrar alface e outras folhosas

Um pé de alface pode chegar a custar R$ 5

Thatiana Melo Publicado em 29/01/2016, às 22h10

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Um pé de alface pode chegar a custar R$ 5

Para os apaixonados por verduras e legumes, ou quem precisa consumir porque está fazendo dieta alimentar, ir ao mercado virou uma saga à procura de preços que não desestruturem o orçamento familiar e não interfiram no almoço ou jantar das famílias. Com as chuvas constantes de um verão atípico, os preços das verduras e de alguns legumes chegaram a subir até 41%, deixando muitos consumidores de cabelos em pé. Além do preço alto, está difícil achar os produtos e o jeito, em alguns casos, é ficar mesmo sem os produtos.

A dona de casa Cida Jacob, de 67 anos, que teve de diminuir pela metade o consumo dos produtos em casa. “Está tudo muito caro, e em outros mercados está difícil de achar. Agora compro o básico do básico”, afirma. O proprietário de um sacolão, Maurício Domingues, afirmou que há 26 anos trabalhando no ramo nunca viu uma escassez tão grande. “Por causa do clima, muitos produtores têm dificuldade no cultivo das verduras, o que acaba encarecendo o produto, já que a qualidade diminuiu”, explica.

“Os clientes têm reclamado bastante do preço reduzindo o consumo dos produtos. Mas, com o aumento do óleo diesel e do transporte e diminuição da oferta, tudo acaba aumentando. Em 30 dias tivemos um aumento de pelo menos 100% nas folhosas e legumes.”, fala. Um alface pode chegar a custar R$ 5, nos mercados e sacolões. 

O coordenador da Divisão de Mercado, Cristiano Chaves, do Ceasa em Campo Grande, afirma que não há desabastecimento do produto, mas sim uma produção menor e compra maior de itens vindos de outros estados.

“Por causa das chuvas tivemos que importar, principalmente, de São Paulo as verduras, alface, já que os produtores do Estado tiveram dificuldade com o cultivo”, afirma. Ainda segundo Cristiano 85% do que é comercializado no Ceasa e consumido em Mato Grosso do Sul vem dos estados do sul e do sudeste do país, o que encarece mais ainda os produtos.

De acordo com dados levantados pelo Ceasa, a alface que vem sumindo das prateleiras campo-grandenses teve um aumento nos 15 primeiros dias de janeiro de 15%, saltando de R$ 1,60 para R$ 2,50, preço do atacado.

A batata também teve um aumento significativo de R$ 3,20 para R$ 3,80, já o tomate foi o grande vilão com um aumento de 41%, de R$ 3,68 para R$ 5,20. “As donas de casas já começam a fazer outro tipo de compra para tentar economizar. Começam a comprar em grupos no atacado para baratear e não estourar o orçamento familiar”, explica Cristiano.

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