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Consumidor

Peixarias ‘seguram’ preços e comemoram alta nas vendas durante a quaresma em Campo Grande

Período da quaresma aumenta demanda por carne de peixe
Monique Faria -
Peixarias preparam estoque para Semana Santa. (Henrique Arakaki, Midiamax)

Apesar de faltar mais de um mês para a sexta-feira santa – data católica em que fiéis consomem pescados -, peixarias já estão lucrando. Isso porque, durante a quaresma (40 dias entre o carnaval e a Páscoa), a igreja recomenda evitar consumo de vermelha às sextas-feiras, fazendo com que muitos devotos optem pelo peixe.

Para manter as vendas boas, esses estabelecimentos de seguraram os preços, apesar da maior demanda. Porém, comerciantes garantem que os valores devem subir com a aproximação da Sexta-feira Santa.

O proprietário da Peixaria Filé Mar, Plínio Moura, afirma que os fornecedores aumentam o preço dos peixes na , fazendo com que a maioria das peixarias precise repassar o aumento. Mas, em sua peixaria, isso não deve acontecer: pois sem despesas com funcionários, os donos conseguem equilibrar as contas.

“Há um ano que mantemos o mesmo preço aqui na peixaria porque não temos despesas com funcionários, somos só nós dois [Plínio e a esposa]. Mas, os fornecedores aumentam os preços na Semana Santa”, explica.

De acordo com o comerciante, a procura na quaresma é por peixes mais nobres, sem muito espinho. Na peixaria, o quilo da tilápia sai a R$ 43,90, enquanto o pintado de rio custa R$ 44,90.

“A procura nesse período é por peixes mais nobres, ninguém quer peixes com espinhos. Quando chega na Semana Santa mesmo, quase só vende pacu sem espinho, filé de tilápia, pintado de rio, nem peixe de cativeiro vende muito”, comenta.

Plínio Moura, proprietário da peixaria Filé Mar. (Henrique Arakaki, Midiamax)

Clientes preferem se adiantar para aproveitar o preço

Esperando já um aumento nos preços dos peixes próximo ao feriado religioso, os clientes costumam se adiantar para comprar pelos menores valores. É o que percebe o proprietário da Peixaria MS, Luiz Carlos, que recebe clientes de vários locais do Estado em busca dos peixes de rio.

“A tendência é aumentar o preço e a venda próximo à Semana Santa. Se aumenta o preço [dos fornecedores] para a gente, a gente repassa, é automático. Alguns clientes costumam se antecipar para aproveitar os preços antes do aumento”, afirma.

Com o diferencial voltado para peixes de rio, os clientes costumam vir de longe para garantir o peixe na Semana Santa. Na peixaria, o quilo do pacu é vendido a R$ 34 e o pintado de rio sai a R$ 49,90. Já o pacu de piscicultura custa R$ 25 e o pintado, também de piscicultura R$ 36.

“É a única peixaria de Campo Grande que trabalha exclusivo com peixes do Estado, o pessoal vem de longe buscar. Pacu e Pintado são os mais procurados”, conclui o proprietário.

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