O número de famílias campo-grandenses com algum tipo de dívida como cartão de crédito, carnê de loja ou prestação de carro, por exemplo, caiu em outubro. Os dados fazem parte da de endividamento e do consumidor, da CNC (Confederação Nacional do de Bens, Serviços e Turismo).

Conforme o levantamento, o número de entrevistados que apontou ter algum tipo de dívida (não significa que esteja em atraso) é de 62,4%, que representa 199.716 famílias. O número é menor que o verificado pela mesma pesquisa em outubro de 2021, quando 203.645 indicaram estar devendo, ou seja, 64,3%.

A principal dívida do campo-grandense segue sendo o cartão de crédito, apontado por 64,9% do total de entrevistados. Assim, as outras dívidas mais comuns são: carnês de lojas (20%) e financiamento de carro/casa (10% cada).

Inadimplência

Porém, o fator que preocupa a economia e o comércio é a inadimplência. Dessa forma, dos entrevistados que responderam ter dívida, 30% afirmou que os débitos estão em atraso.

“É um indicativo de alerta, embora índices de endividamento e inadimplência de outubro de 2021 fossem ainda maiores, chegando a 64,3% das famílias com contas parceladas; das quais 32,6% com contas em atraso. As que informavam que não poderiam pagar, seguem no mesmo patamar”, observa a economista do Instituto de Pesquisa Fecomércio MS, Regiane Dedé de Oliveira.

Para a economista, os índices mostram que ainda que economia tenha apresentado sinais de melhora, como redução da inflação e do desemprego, os orçamentos das famílias seguem comprimidos, especialmente as de menor renda, uma vez que entre as que recebem até 10 salários mínimos, 17% indicam estar muito endividadas contra 9,2% acima dessa faixa de rendimento.