Cotidiano / Consumidor

Comerciantes de Dourados estudam redução no horário de funcionamento

Com boa parte das lojas vazias e pouca movimentação nas ruas, o comércio de Dourados já sente os “efeitos  colaterais” do coronavírus. Para evitar impactos ainda maiores na economia local, donos de estabelecimentos estudam redução no horário de funcionamento. As primeiras discussões a respeito da implementação de um plano alternativo aconteceram na manhã desta quarta-feira […]

Marcos Morandi Publicado em 18/03/2020, às 17h06

Fechamento do comércio afeta vários municípios, como Dourados onde empresários discordaram da medida. (Marcos Morandi)
Fechamento do comércio afeta vários municípios, como Dourados onde empresários discordaram da medida. (Marcos Morandi) - Fechamento do comércio afeta vários municípios, como Dourados onde empresários discordaram da medida. (Marcos Morandi)

Com boa parte das lojas vazias e pouca movimentação nas ruas, o comércio de Dourados já sente os “efeitos  colaterais” do coronavírus. Para evitar impactos ainda maiores na economia local, donos de estabelecimentos estudam redução no horário de funcionamento.

As primeiras discussões a respeito da implementação de um plano alternativo aconteceram na manhã desta quarta-feira (18) durante reunião realizada no Sindicom (Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Dourados) e contou com a participação de representantes de empregadores e empregados.

Na pauta dos debates está a alteração da carga horária dos comércios ou a rotatividade de equipes. “Estamos diante de uma situação delicada, mas que que requer a participação de todos”, explicou o presidente do Secod (Sindicato dos Comerciários de Dourados), ressaltando a disposição da entidade em fornecer orientações jurídicas e trabalhistas aos comerciantes.

O adiantamento de férias de funcionários também foi uma das propostas apresentadas na reunião. “Nosso desafio agora é remanejar o quadro de funcionários para também atender a necessidade dos pais que estão com os filhos sozinhos em casa”, ressaltou o presidente do Sindicom.

“Não podemos entrar em desespero, mas também não podemos fazer de conta que o problema não existe”, disse o dono de uma loja em calçados e bolsas” na Avenida Marcelino Pires, no centro da cidade.

Jornal Midiamax