Consumidora encontra caramujos em pacotes de feijão fabricado na Capital

Empresa garante que lote está sendo recolhido
| 15/05/2015
- 19:27
Consumidora encontra caramujos em pacotes de feijão fabricado na Capital

Empresa garante que lote está sendo recolhido

Uma consumidora, que preferiu não se identificar, ficou surpresa ao encontrar caramujos em três pacotes de feijão da marca “Vô Cidi”, embalado por uma empresa localizada no Conjunto Residencial Mata do Jacinto, na região norte de Campo Grande. Os pacotes faziam parte dos alimentos inseridos em uma cesta básica.

A consumidora diz que notou o caramujo ao abrir a primeira embalagem. “Na hora que eu vi já joguei fora. Abri o segundo pacote e encontrei a mesma coisa. Peguei o caramujo e devolvi no pacotinho. Já o terceiro nem precisei abrir porque consegui ver que também tinha caramujo. Sorte que eu olhei se não poderia ter comido porque o bichinho é da cor do feijão e quase do mesmo tamanho”, relata.

Segundo as informações, depois de perceber que os caramujos estavam nos três pacotes, a consumidora verificou a data de validade, que estava dentro do prazo, e constatou que se tratava do mesmo lote identificado como 762. A fim de resolver a situação, ela tentou entrar em contato por telefone com o fabricante, no entanto, não foi atendida. Em seguida, a mulher procurou a empresa responsável pela cesta básica e conseguiu trocar o produto.

“Até tentei falar com o fabricante, mas ninguém atendeu. Eu não sei se o estabelecimento tomou alguma providência quanto ao restante do lote. Tudo isso é muito estranho. Não sei se passa pelos olhos de alguém ou se é tudo mecânico, mas eu espero que a empresa tenha tomado as providências”, declara.

Em uma pesquisa realizada pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do consumidor), o feijão Vô Cidi entrou na lista das marcas que são desclassificadas por conter em suas amostras resíduos de agrotóxicos, insetos e larvas vivas. Na conclusão da análise, o Idec observa que os produtos desclassificados são aqueles feijões que “apresentam percentuais de defeitos graves acima dos limites de tolerância”.

A empresa garante que tomou as providências necessárias e assegura que recebeu vistoria da Vigilância Sanitária. Segundo eles, não foi encontrado nenhuma irregularidade, no entanto, admite que “por ser um produto in natura, pode ocorrer” e enfatiza ainda que: “na embalagem está escrito “retirar eventuais impurezas”.

O fabricante explica que o processo de embalagem é mecânico e que não há contato manual. A empresa afirma que os lotes estão sendo trocados em estabelecimentos comerciais onde foram vendidos e diz que o consumidor também pode realizar a substituição do produto.

Quanto à pesquisa do Idec, o fabricante justifica que não tinha conhecimento da informação e assegura que nos últimos dois anos, tem investido em máquinas a fim de melhorar a qualidade do produto e observa: “Esta empresa é beneficiadora e embaladora, a parte do agrotóxico refere-se ao produtor”.

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