Cotidiano / Consumidor

‘Preços dos principais produtos natalinos podem variar mais de 70%’, aponta Procon

Em pesquisa realizada no início de novembro, o Procon consultou preços de cerca de 230 itens e indica variação de até 70% em alguns casos

Arquivo Publicado em 17/11/2011, às 12h10

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Em pesquisa realizada no início de novembro, o Procon consultou preços de cerca de 230 itens e indica variação de até 70% em alguns casos

Estamos a pouco mais de um mês para a chegada do Natal. E já tem muita gente pensando na composição da ‘ceia’ para a data especial. O que você acha ficar informado se essa conta vai ficar maior ou menor, em relação a 2010? De acordo com a primeira conclusão do Procon (Órgão de Defesa do Consumidor), a compra dos principais produtos que compõem a ‘ceia natalina’ está, em média, 14% mais cara que no ano passado.

A primeira pesquisa do Procon foi realizada no início de novembro, quando cerca de 230 itens foram ‘consultados’. A avaliação ocorreu em nove grandes supermercados (no atacado e atacarejo) de Campo Grande. Em 2010, foram apenas duas pesquisas, mas o Órgão que defende os direitos do consumidor resolveu aumentar para três neste ano. “Porque os produtos já começaram a aparecer nas prateleiras. E o trabalho serve para o consumidor ter uma referência pra fazer uma compra de forma mais segura e econômica”, explicou Lamartine Ribeiro, Superintendente do Procon-MS.

Em um mesmo grande mercado da Capital, por exemplo, foi encontrada a maior quantidade de itens com preços ‘baratos’. Dos produtos pesquisados foram encontrados 105. Desse total, ‘57’ estavam com valor mais baixo que o oferecido pela concorrência.

Então vamos lá, papel e caneta nas mãos para quem quiser conferir os itens que apresentaram maiores variações nos preços:

– no famoso ‘panetone’, diferença de 20%; – o setor de bebidas chamou a atenção; especialmente vinhos e os procurados espumantes (champanhes) com diferença de até 66%; – já quem pretende saborear um delicioso ‘peru’, pode pagar até 40% mais caro; – mas a ‘castanha do Pará’ foi um dos itens campeões em disparidade de preços, com mais de 70% de um estabelecimento para outro;

“Isso que nos assusta muito. Porque essa enorme variação, se pesquisamos exatamente os mesmos produtos, as mesmas marcas, com medidas ou peso iguais?”, perguntou Lamartine.

Tendência de queda nos preços
Mas o Superintendente explica que esse quadro pode mudar, de acordo com a data da compra. O comerciante precisa vender o estoque e quanto mais próximo do Natal, os preços poderão cair e até chegar perto do mesmo ‘patamar’ de 2010.

“Neste caso, é indicado sim apelar pro ‘jeitinho brasileiro’, aquele de deixar pra última hora. Claro que a pessoa corre o risco de não encontrar determinados itens e tem ainda o transtorno da correria de final de ano. Mas pra quem quiser economizar, essas são algumas dicas, esperar o preço baixar”, disse o Superintende do Procon.

Pesquisar para economizar
Outro detalhe que chamou a atenção dos profissionais do Procon nesta primeira pesquisa para a ‘ceia de Natal’ é que nenhum dos estabelecimentos pesquisados apresentou somente preços mais baixos ou mais altos. “Alguns mercados tinham itens mais em conta e outros mais elevados. Isso quer dizer que tem que ‘bater perna’, tem que andar mesmo se não quiser desembolsar demais em um único lugar”.

Como sempre é indicado, vale mais uma vez a ‘velha e boa pesquisa’. O segredo pelo jeito é não ter preguiça de andar para poupar. Claro que é preciso por nessa conta também o quanto a pessoa irá gastar com combustível para se deslocar de um lugar para outro em busca dos melhores preços.

Se você achou que a ‘ceia está um pouco salgada ainda’, então pode contar com mais duas pesquisas do Procon. A próxima está marcada para o dia 28 de novembro e a última, bem pertinho do Natal (20 de dezembro).

Mais pesquisas pela frente
O Órgão de Defesa do Consumidor prepara, ainda para este ano, uma pesquisa que pode ajudar no ‘controle do orçamento’ de famílias que têm filhos matriculados em escolares particulares. O alvo são as mensalidades dos estabelecimentos particulares de ensino médio e fundamental, já que grande parte das matrículas é efetivada até o final de 2011.

E para o início de 2012, como já é tradição, a primeira consulta do ‘ano novo’ é feita com os materiais escolares. Lembrando, essa pesquisa geralmente apresenta inúmeras variações de um mesmo item, como: caderno, lápis de cor, estojo, lápis, caneta… etc. Falando nisso, mais uma vez, papel (que também tem grande diferença de preços) e caneta na mão! Bom Natal e feliz ano novo, de preferência com menos gastos e com muito dinheiro no bolso!

Jornal Midiamax