Com o intuito de qualificar o atendimento às pessoas vivendo com HIV e promover maior acesso à saúde, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) instituiu a Linha de Cuidado para PVHA (Pessoa Vivendo com HIV/aids). Em Campo Grande, dados da Sesau indicam que 6.538 pessoas vivem com HIV, sendo que 4.893 delas têm carga viral indetectável – o que significa que não transmitem o vírus.
A iniciativa organiza o atendimento a esses pacientes em diferentes níveis da rede pública de saúde da Capital. A medida busca garantir acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento adequado, em conformidade com as diretrizes do Ministério da Saúde e protocolos atualizados.
Estrutura de atendimento
A nova linha de cuidado prevê a organização dos serviços de saúde em três níveis de atenção:
- Atenção Primária: UBS (Unidades Básicas de Saúde) e UBSF (Unidades Básicas de Saúde da Família);
- Atenção Secundária: Centros especializados, como o Cedip (Centro Especializado em Doenças Infecto-Parasitárias), o Hospital Dia Professora Esterina Corsini e o CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento);
- Atenção Terciária: O Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), referência para casos graves.
Critérios de atendimento
A iniciativa também estabelece critérios para o atendimento nas unidades básicas e nos serviços especializados. Pacientes recém-diagnosticados, com carga viral controlada, contagem de linfócitos T CD4 + acima de 350 cel/mm³ e sem comorbidades serão acompanhados na Atenção Primária.
Já aqueles com doença avançada, gestantes, crianças, casos de abandono de tratamento ou coinfecções (como hepatites B e C e tuberculose) serão encaminhados para unidades especializadas.
Além disso, a Sesau definiu uma rede de dispensação de medicamentos antirretrovirais e unidades para coleta de carga viral e CD4, permitindo maior descentralização do atendimento e acesso mais rápido aos tratamentos.
Atendimento emergencial e prevenção

As UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e CRSs (Centros Regionais de Saúde) ficam responsáveis pela PEP (Profilaxia Pós-Exposição), usada em casos de exposição ao HIV, como violência sexual, relações desprotegidas e acidentes de trabalho com material biológico. No entanto, essas unidades não poderão iniciar tratamento para novos diagnósticos ou prescrever medicação para pacientes em abandono de terapia, devendo encaminhá-los aos serviços de referência.
Além disso, a nova estrutura de atendimento inclui:
Hospitais Dia: responsáveis pela gestão clínica da AIDS em circuito rápido de atendimento.
SAE (Serviços Ambulatoriais Especializados): oferta de atendimento 100% regulada.
CTA: serviço especializado que realiza testagem rápida, PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e PEP, além de apoio técnico para a rede de saúde municipal e outros municípios do estado quando pactuado na Comissão Intergestores Bipartite
Cedip: atua na gestão clínica da AIDS em circuito rápido de atendimento, podendo atender pacientes de outros municípios de MS conforme pactuação na CIB.
Humap: definido como referência para internação de pacientes com doenças avançadas relacionadas ao HIV, com encaminhamento via portal de Regulação de Saúde do Mato Grosso do Sul.
HIV não é sinônimo de AIDS
Com os avanços significativos no tratamento e prevenção do HIV, hoje, pessoas soropositivas podem viver normalmente com o tratamento adequado. Além disso, é importante esclarecer que HIV e Aids não são sinônimos; ou seja, ao contrário do que muitos pensam, ter o vírus não significa necessariamente que a pessoa desenvolverá a doença.
O HIV (Human Immunodeficiency Vírus), sigla em inglês, é o vírus que provoca a imunodeficiência humana. Conforme a infecção pelo HIV avança, o sistema imunológico enfraquece até não conseguir mais combater outros agentes infecciosos. Quando isso ocorre, a pessoa desenvolve a Aids. Em resumo, a diferença entre o vírus e a doença é que o HIV pode levar ao desenvolvimento da Aids (Acquired Immune Deficiency Syndrome).
Prevenção e cuidados contra HIV
Em campo Grande, dados da Sesau indicam que 6.538 pessoas vivem com HIV. No entanto, desse total, 750 portadores de HIV abandonaram o tratamento. Por isso, a Sesau também reforçou a importância da Prevenção Combinada, um conjunto de estratégias para reduzir a transmissão do HIV, que inclui:
- Testagem regular para HIV e outras ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis)
- Tratamento adequado de ISTs
- Imunização contra hepatite B
- Redução de danos para usuários de álcool e outras drogas
- Profilaxia Pré-Exposição – PrEP
Em Campo Grande, o CTA está localizado na Rua Anhanduí, nº 353, bairro Vila Carvalho (próximo ao Horto Florestal). O atendimento é de segunda a sexta, das 7h às 17h (sem pausa para o almoço). A testagem rápida vai até às 16h. Contudo, é necessário levar um documento com foto.
Para encontrar a unidade de saúde mais perto da sua casa basta acessar o site: https://campograndems.labinovaapsfiocruz.com.br/osa/.
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