Acadêmicos de , cidade a 115 km de distância de , que dependem do transporte municipal para vir à Capital estudar, estão preocupados com a segurança na . Isso porque a frota de ônibus da Prefeitura do município, responsável pelas viagens intermunicipais, está sucateada, sem oferecer o mínimo de segurança para alunos e motoristas.

Em um dos vídeos enviados ao Jornal Midiamax, acadêmicos ironizam a precariedade durante uma viagem em plena . É que com a falta de um dos para-brisas, o jeito encontrado para seguir o trajeto foi improvisando um arame com tecido, puxado por um dos alunos.

(Reprodução, Fala Povo)

Já em outros vídeos, os alunos mostram os bancos quebrados, a falta de cintos de segurança e até uma goteira que sai do filtro de ar condicionado e molha quem está no banco. Em relato, os acadêmicos afirmam que a precariedade é antiga e que poucos ônibus passaram por vistoria nos últimos meses.

Além dos problemas na parte interna dos veículos, os pneus também aumentam a insegurança na viagem. Segundo os acadêmicos, na semana passada um dos ônibus foi parado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) “porque os pneus estavam carecas”. Todos os ocupantes do veículo tiveram que descer e aguardar que os pneus fossem substituídos para só então seguirem viagem.

“Ano passado ele [ônibus] quebrava bastante. Faz 3 anos que vou. Mas esse ano está fora de controle, os ônibus rodoviários estão parados por irregularidades e estamos indo de ônibus amarelo escolar que não pode estar em BR. Não tem um dia da semana que não ficamos parados e precisamos voltar por conta que quebra algo. Esses tempos ficamos parados na PRF, o ônibus ficou preso por tudo isso. Tinha tantos dias para voltar e até hoje estamos esperando isso. Muita gente está sendo prejudicada, a gente está cobrando algo deles e não falam nada pra gente”, pontua uma acadêmica.

Os estudantes saem da cidade por volta das 16h e retornam por volta da meia-noite, “quando tudo dá certo”, como aponta uma das usuárias. “Já aconteceu de chegarmos às 3h da manhã”. Segundo ela, quando procuram a Prefeitura são informados de que os alunos não têm o de reclamar, já que não pagam para usufruir da frota.

“Não tem nem condição dos ônibus andarem. Os alunos viajam sem cinto, quando chove, chove mais dentro do ônibus do que fora. Os ônibus não têm nada, parecem uma sucata”, pontua um morador ao Midiamax. “Eles estão correndo risco de vida. Isso é uma tragédia anunciada, porque se não tem cinto, não tem pneu, não tem nada, quem garante que eles ficarão bem se acontecer um acidente ou o motorista precisar frear bruscamente?”, completa.

À reportagem, a Prefeitura de Dois Irmãos do Buriti informou que todas as medidas cabíveis para sanar tais situações estão sendo tomadas, tanto nos transportes escolares dentro do município quanto nos transportes dos universitários. 

*Matéria atualizada em 17 de abril para acréscimo de resposta da Prefeitura.

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