Mato Grosso do Sul registrou a morte de 1.456 animais por atropelamento na BR-262 no trecho entre até a Ponte do Rio Paraguai, em Corumbá. A foi conduzida pelo Bandeiras e Rodovias, no período de maio a dezembro de 2023, no trecho com cerca de 350 quilômetros. 

O projeto visa compreender e propor ações que possam reduzir o atropelamento da fauna silvestre em rodovias de Mato Grosso do Sul. As colisões colocam em risco a vida dos animais, dos motoristas e passageiros. 

Em maio do ano passado, por exemplo, dois carros se envolveram em um grave acidente em que ocorreu o atropelamento de uma anta na MS-010, em Campo Grande. 

A médica veterinária e pesquisadora do Icas (Instituto de Conservação de Animais Silvestres), Mayara Caiaffa, afirma que o trecho é monitorado a cada 15 dias para garantir uma avaliação frequente. As principais espécies vítimas de atropelamento foram tatus, anfíbios, jacarés e cachorros-do-mato.

“O principal objetivo desse estudo é entender as áreas mais críticas em termos de mortalidade de animais devido a colisões veiculares e identificar as espécies mais afetadas. O trecho monitorado é particularmente significativo, abrangendo dois biomas distintos: e Pantanal”, afirma a pesquisadora.

O monitoramento deve continuar até completar um ano, em abril de 2024, para compreender as variações sazonais e fazer uma análise abrangente. 

Entre as medidas já implementadas, alguns trechos já contam com cercamento longos e curtos, que direcionam os animais para passagens seguras como pontes. Contudo, a pesquisa reforça a necessidade de medidas complementares para aumentar a segurança da fauna silvestre.