Mato Grosso do Sul está em alerta para o aumento de casos de dengue e uma possível epidemia da doença, ao longo de 2024. Com isso, as autoridades alertam para as diversas maneiras de se prevenir contra o Aedes aegpty, mosquito transmissor da dengue.

O repelente é uma delas. Mas, é preciso conhecer as suas indicações de uso, principalmente em bebês e crianças.

Nas gôndolas dos supermercados e farmácias é possível encontrar diversas opções de repelentes. De embalagens coloridas, os produtos para o público infantil vêm estampados com os dizeres ‘repelente kids’ ou ‘repelente baby’.

Por mais que possa parecer apenas uma estratégica da indústria farmacêutica para vender o mesmo produto “de adulto”, os repelentes infantis possuem fórmulas e dosagens mais seguras para serem aplicadas em crianças.

De acordo com o médico pediatra Jorge Félix, os repelentes de uso adulto não são indicados para bebês e crianças, pois podem causar intoxicações.

“Os repelentes indicados para uso infantil têm uma composição diferenciada por causarem menos efeitos colaterais, ou não causarem uma absorção a ponto de provocar uma intoxicação”, explica.

Existem fórmulas no mercado liberadas para bebês a partir de dois meses de idade, mas, nesses casos, mesmo sendo seguro, o pediatra alerta para o uso correto do produto.

“É sempre prudente evitar usar nas mãos porque geralmente o bebê coloca bastante mão na boca e coça os olhos. Então, é bom evitar, e usar somente nas áreas expostas, com cuidado e não diariamente, só em situações de exposição maior a picadas”, afirma.

Como escolher o repelente infantil

Os repelentes possuem fórmula química que transforma a atmosfera nociva para os insetos nos quatro centímetros ao redor da pele, evitando a sua picada. Os apropriados para uso nas crianças são com ativos IR3535, DEET e Icaridina.

Os produtos DEET são os mais comuns, e são liberados pela Anvisa para uso em crianças a partir de dois anos de idade. Sua eficácia tem duração de 2h a 6h. O produto pode ser aplicado até mesmo por cima das roupas, já que não causa danos em tecidos.

Já os repelentes Icaridina são duas vezes mais potentes do que o DEET contra o Aedes aegpty. Eles estão liberados a partir de três meses de idade e possuem a maior duração entre eles, protegendo por até 10h. Também podem ser usados por cima de roupas.

Por fim, os repelentes IR3535 estão liberados para crianças a partir de seis meses de idade. O produto tem durabilidade de 4h e apresenta baixa toxicidade. Porém, pode irritar os olhos e a pele, mas com irritações benignas.

Qual a melhor forma de aplicar o repelente?

Os repelentes têm efeito repulsivo em áreas de até quatro centímetros. Portanto, o produto deve ser aplicado em todas as regiões expostas. Ainda assim, há um alerta: olhos, bocas e narinas devem ser evitados. Em bebês, como sugere o pediatra Jorge Félix, as mãos também não devem receber o produto.

Também não devem ser aplicados por baixo de roupas, sendo mais indicado aplicar por cima delas, já que a maioria deles não causa estragos nos tecidos. O repelente também deve ser o último produto a ser aplicado. Sendo assim, protetores solares, por exemplo, devem ser aplicados primeiro.

Em peles lesionadas, o produto também deve ser evitado, para não causar irritações. Em casos de reações, a área deve ser lavada como de costume e o uso suspenso. Se houver complicações deve ser procurado atendimento médico, levando a embalagem para verificação.