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Cotidiano

Com adicional de R$ 112 mil em contrato, obra na Praça dos Imigrantes segue abandonada

O ponto turístico virou um abrigo de moradores de rua e usuários de drogas desde março deste ano
Karina Campos, Clayton Neves -
praça
Usuários de droga e pessoas em situação de rua ocupam quiosques (Nathalia Alcântara, Midiamax)

O cenário que o Jornal Midiamax havia retratado em março deste ano na Praça dos Imigrantes está ainda pior. O rastro do abandono apaga o que fazia jus à arte pantaneira para dar lugar a um “condomínio” de usuários de drogas. Um fio de esperança na revitalização do ponto histórico foi publicado na edição desta terça-feira (14) do Diogrande: a Prefeitura de Campo Grande adicionou R$ 112.914,58 no contrato com a construtora para retomada da obra.

No extrato do termo aditivo entre a Sectur (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo), Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) e a Empresa Tascon Engenharia Ltda, o valor é alterado de R$ 226.182,44 para R$ 339.097,02. A alteração corresponde ao acréscimo de 49,92% e à supressão de 0,005% do valor do contrato, assinado no dia 3 de abril deste ano.

A revitalização da praça tem apenas 13% concluída desde o início das obras, em 15 de junho de 2023. O Portal Mais Obras indica que foram executados do primeiro investimento R$ 29.395,27. Na época, foram feitos o nivelamento do terreno e demolição em parte das estruturas dos quiosques.

Deterioração aumenta

Nesta manhã, apenas alguns cavaletes da prefeitura lembravam do que sobrou de uma obra esperada pela categoria artística. Não havia equipes ou maquinários, já que o município aguardava a apresentação de um novo projeto de execução para implementar a necessidade de realizar um aterro.

Os quiosques, que outrora eram o ponto de renda de artesãos, atualmente são vandalizados por moradores em situação de rua. Há muito lixo em todo o redor e dentro do canteiro da praça, inclusive fezes. O odor de urina e material em decomposição, como restos de marmita, exala.

Um dos banheiros jorrava água pelo encanamento do sanitário; a parede está quebrada, sem registro para fazer o vazamento cessar. Os bancos de concreto foram derrubados.

Além disso, os quiosques dão espaço a abrigos de pessoas em situação de rua. A grade foi danificada, inclusive por caixas de papelão improvisando “portas” e roupas penduradas. Dentro há sinais de uso de drogas, com cinzas e material queimado.

As esculturas características da praça estão deterioradas, quebradas e acinzentadas pela poeira. A pintura que reflete uma paisagem está apagada ao ponto de não refletir que se trata de Campo Grande.

O que diz a prefeitura

A Sisep relembrou que foi preciso uma reprogramação no projeto, incluindo a necessidade de um aterro para que não houvesse desnivelamento acentuado entre a área de circulação com os espaços de comercialização dos artesãos. E também por conta da necessidade de executar outros serviços por conta da depredação do espaço e o furto de portas e janelas, entre outros.

“A obra está paralisada desde o fim do ano passado, pois era preciso a aprovação da reprogramação e do aditivo, e o Governo Federal fez apenas um repasse de recursos. A administração municipal prosseguiu com a obra com os recursos previstos como contrapartida. Com a publicação do aditivo, a Sisep aguarda a liberação de recursos para retomar os trabalhos”, diz a nota.

Enquanto isso, os mais de 50 artesãos realocados provisoriamente ao anexo da Morada dos Baís.

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