Há duas semanas uma notícia causou alvoroço na população de : o uso de drones na fiscalização de . Vídeos do monitoramento de infrações como desrespeito ao sinal vermelho ou uso de celular enquanto dirige circularam e assustaram os condutores, mas é importe esclarecer que o drone sozinho não multa.

Isso mesmo, o drone está sendo usado pelo BPMTran (Batalhão da de Trânsito) de Campo Grande como um auxílio na fiscalização, mas só um policial pode lavrar um auto de infração. Na prática, ainda que o drone flagre uma infração, se o agente de trânsito não estiver próximo e também enxergar o ato, não é gerada multa.

Comandante do , Tenente Coronel Augusto explica ao Jornal Midiamax que o drone é uma ferramenta de apoio que aumenta o alcance da visão do agente, que precisa estar no local e visualizar a infração.

“Por exemplo, se o policial verifica com o drone que há um veículo parado em fila dupla, o policial vai ao local e lavra o auto, visualizando a infração como prevê o manual brasileiro de fiscalização de trânsito”, explica o comandante.

Agentes de trânsito em pontos estratégicos

Claro que com o auxílio do drone, os policiais se posicionam em locais estratégicos de infrações. Como aconteceu no fim de semana nos altos da Avenida Afonso Pena, onde o drone flagrou condutores realizando manobras perigosas com veículos e agentes estiveram no local.

A BPMTran não divulga os locais onde o drone atua, apenas afirma que pretende estender a fiscalização para toda a cidade e que não há locais específicos. “Funciona como as blitzes, usamos dados de acidentes e solicitações que chegam via 190 para escolher o local”, explica o Tenente Coronel Augusto.