A primeira visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira (12), após as eleições presidenciais, incentivou o vendedor Edival José Antônio Alves a lucrar com o antigo estoque de bandeiras do Brasil estampadas com o rosto do presidente. Lula inaugura o embarque de carne para a China após os frigoríficos serem habilitados para exportação.

Bastou um simples varal pendurado em placas de sinalização próximo à entrada do frigorífico para a “loja ao ar livre” ganhar vida. Edival conta que o estoque abasteceu o carro com produtos parados desde a última eleição, em 2022, na tentativa de lucrar. O vendedor pendurou bandeiras do Brasil e fotos de Lula com a frase “Tô com Lula para o Brasil voltar a sorrir”.

“Sobraram deles para vender. Como ele veio há 10 anos, achei que hoje era um dia propício para venda. Quando o (Jair Messias) Bolsonaro veio, também trouxe o estoque para vender. Quando a Michele (Bolsonaro) também, vendi bandeiras do Brasil.”

bandeiras
Simples varal estendido serviu para “loja ao ar livre” (Alicce Rodrigues, Midiamax)

Cada bandeira é vendida por R$ 80 e toalha de rosto por R$ 20. Apesar de alguns apoiadores chegarem ao local na expectativa de ver o presidente, a agenda fechada frustrou as expectativas de venda.

“Cheguei por volta das 8h aqui. Se a agenda fosse aberta, seria melhor; teria mais gente. Tem pessoas aqui, mas não podem passar da portaria”, disse.

Sobre críticas, Edival é direto em relação ao seu posicionamento partidário: “O vendedor não tem partido na hora da venda. É como vender bandeiras de times, que também vendo. Eu tenho o meu, mas na hora tenho de todas para comercializar”.

Agenda em MS

Além da JBS da Capital, outros frigoríficos também foram habilitados para exportar carne para o país asiático. A planta é uma das 38 habilitadas pela China para exportação, desde 12 de março. Ao todo, são 24 de processamento de bovinos, 8 de frangos, além de um de termoprocessamento e 5 entrepostos.

Na JBS, uma megaestrutura já está montada desde a última quarta-feira (10) para o evento. A vinda a Campo Grande pode ser considerada um aceno ao setor agropecuário do Estado.